AVALIAÇÃO DA ESTAQUIA DE CORTICEIRA-DO-BREJO SOB DUAS FORMAS DE PLANTIO¹.

Deyvis Borges Waltrick, Tássio Dresch Rech, Maria Sueli Heberle Mafra, Murilo Dalla Costa, Tiago Celso Baldissera

Resumo


Introdução: A recuperação de áreas degradadas é um conjunto de ações que visam restabelecer as condições de equilíbrio e sustentabilidade em um sistema natural. Área degradada está associada a ecossistemas alterados, onde ocorreu algum processo de degradação ambiental, podendo ser de origem natural ou antropizada, afetando direta ou indiretamente o local atingido. Conhecida como Erythrina falcata Benth., a corticeira é uma espécie com dificuldade de propagação por sementes, devido ser uma espécie com cleistogamia, onde, a maioria das flores não apresenta a abertura das pétalas para permitir a polinização cruzada, sendo a estaquia o método de propagação vegetativa mais indicado para a espécie. Diante disso a espécie pode ser usada em sistemas agroflorestais, na recuperação de matas ciliares e ecossistemas degradados, e em locais com frequente inundação durante o ano. Objetivo: avaliar o comportamento das brotações e o enraizamento da corticeira-do-brejo, em duas posições de implantação, inclinada e não inclinada. Método: No início de julho de 2016, foi realizada a coleta do material vegetativo de corticeira-do-brejo, em quatro locais: Lages (SC), nas localidades de Pedras Brancas e Morro do Posto e, em São José do Cerrito (SC), nas localidades de Amola Faca e Santo Antônio dos Pinho. Utilizou-se o método de estaquia vegetativa, sem a adição de reguladores de crescimento, as quais foram implantadas em casa de vegetação, sendo 8 estacas na posição inclinada e 8 na posição não inclinada, com diâmetro variando de 19 a 80 mm e comprimento de 350 mm. A avaliação está programada para ser realizada quando o maior broto do acesso atingir 200 milímetros de comprimento. O acesso de Pedras Brancas atingiu este valor aos 77 dias após o plantio. Os demais materiais apresentam brotação com dimensões inferiores à de avaliação. Para este acesso, não foi observada diferença entre o plantio inclinado e vertical e, o número de brotos, folhas e calosidades pré-radiculares foram de 5,6; 37,8 e 15,7, respectivamente. O maior broto de cada estaca apresentou comprimento médio de 145,1 mm e o diâmetro médio dos ramos foi de 5,6 mm. Apenas uma estaca inclinada não apresentou sinais de folhas ou raízes. Uma das estacas verticais apresentou apenas duas gemas. Duas estacas, uma vertical e outra inclinada que apresentaram raízes desenvolvidas. Considerações: Os resultados preliminares apontam a espécie como de fácil propagação por estaquia e sugerem que a posição de plantio não afeta o desenvolvimento inicial da brotação ou o enraizamento das estacas.

Palavras-chave


Erythrina falcata Benth, Recuperação de matas ciliares, Propagação vegetativa.



REVISTA UNIPLAC
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