A EXPERIENCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO EM PEDAGOGIA

Vanir Peixer Lorenzini, Joanita Borges de Jesus Silva, Daiane de Liz, Vanessa Cristina Andrade, Fabiana de Jesus Atanásio Salomom, Lucia Regiane Paes de Oliveira, Gislane Cristina Melo Xavier, Fabíola Cordioli Dias

Resumo


Este trabalho relata a experiência de estudantes do Curso de Pedagogia que participam do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência-PIBID. O contato direto com o processo de ensino e aprendizagem na escola de Educação Básica tem oferecido elementos para a reflexão, especialmente sobre o processo de alfabetização nas séries iniciais. Nas rodas de conversa, momentos de reflexão do grupo na Universidade, surgiram algumas questões sobre as quais as acadêmicas estão se mobilizando, aprofundando e interagindo. Entre as questões problematizadoras para esse grupo, está a afetividade aliada à cognição, como elementos que devem fazer parte da formação do professor alfabetizador. A afetividade como um dos aspectos que interferem na aprendizagem tem sido foco de discussões a partir de relatos do cotidiano percebido. A relação que caracteriza o ensinar e o aprender, transcorre a partir de vínculos entre as pessoas, e no caso, entre o professor alfabetizador e o estudante que está aprendendo a ler e escrever. Cognição e afetividade andam juntas no processo de aprender, com isso, pode-se pensar que é necessário ter habilidade cognitiva para aprender, mas também sentir-se capaz de fazê-lo. Wallon (1978) defende o vínculo afetivo, entre o professor e o aluno, como fator imprescindível para etapa inicial do processo de aprendizagem. Aprender a ler e escrever implica num processo contínuo, envolvendo algumas habilidades que se desenvolvem no decorrer da alfabetização. Vigotski (2003) defende que a aprendizagem escolar colabora com o desenvolvimento cognitivo da criança. Isso porque a envolve em tarefas simbólicas, que a levam a abstrair a realidade, transformando-a em texto. Muito se discute a respeito das dificuldades encontradas pelos professores quando concluem a graduação e se deparam com o universo escolar. Essa experiência de formação em Pedagogia antecipa este confronto com a realidade escolar, estabelecendo significado imediato com os fundamentos teóricos, sobre os conteúdos essenciais para o desenvolvimento das habilidades e competências dos estudantes dos anos iniciais. Esta tem sido uma oportunidade de formação inicial, como tempo e espaço que possibilita uma formação docente de qualidade, porque se constrói pela pesquisa no cotidiano, fundamentada nos referenciais teóricos, que a explicam. A formação continuada deveria possibilitar ao professor a atualização e fortalecimento de seus conhecimentos relacionados à educação, num processo de ação-reflexão-ação (Freire, 1992).

Palavras-chave


PIBID. FORMAÇÃO DOCENTE. AFETIVIDADE. ALFABETIZAÇÃO



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