Estudantes Negros na Universidade do Planalto Catarinense

Carolina Corbellini Rovaris, Plínio Gustavo Lombardi, Karine Medeiros

Resumo


O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros Negro e Educação, da Universidade do Planalto Catarinense, realizou no primeiro semestre de 2016 um levantamento de alunos que se autodeclararam como pretos ou pardos ao matricular-se nos cursos da Universidade entre os anos de 2013 e 2016. Tal pesquisa tinha como objetivo geral identificar e quantificar a presença de alunos e alunas negros/as na UNIPLAC, a fim de dar visibilidade aos mesmos e fazer do NEAB/NEU um núcleo de referência para os estudos acadêmicos que estes venham a desenvolver.

A pesquisa também tinha como objetivos específicos: identificar em quais áreas do conhecimento há uma procura maior por parte destes estudantes; verificar a permanência ou não destes alunos e alunas ao longo da graduação, fazendo uma comparação entre o número de matrículas por semestre ao longo dos anos pesquisados; e identificar quantitativamente quantos destes alunos negros se declaram como pretos ou pardos e qual destas identificações é predominante.

Para a realização da pesquisa, os integrantes do NEAB/NEU solicitaram à Reitoria os dados do documento de matrícula dos estudantes que ingressaram e inscreveram-se na Universidade entre os anos de 2013 e 2016. Um banco de dados foi criado para que as informações obtidas através deste levantamento fossem sistematizadas, constando: semestre de matrícula, curso, fase do curso, quantidade de alunos que se identificaram como de cor/raça preta ou cor/raça parda, gênero e total de alunos.

A partir do levantamento de dados podemos concluir que entre os anos pesquisados o número de alunos negros matriculados na UNIPLAC aumentou consideravelmente, no entanto, a porcentagem de alunos que se identificaram como pretos permaneceu a mesma nos quatro anos de pesquisa. O número de alunos matriculados destaca-se nos cursos que envolvem as Ciências Humanas, sendo que nos cursos de Ciências Exatas esta presença é proporcionalmente menor. Dentre todos os alunos matriculados na Universidade, aqueles que se identificaram como pretos ou pardos representam somente cerca de 10% do total. Destes, em média 25% declararam-se como pretos.

O próximo passo deste estudo é encontrar estes estudantes e, a partir de um questionário, investigar de forma qualitativa porque os mesmos se identificam como pretos ou pardos e como construíram suas identidades ao longo de sua trajetória.

Palavras-chave


Estudante; negro; universidade



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