O ENSINO E APRENDIZAGEM DA QUÍMICA NA 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO ESTADUAL EM LAGES A PARTIR DA PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA (2014), DOS PROFESSORES E DAS FERRAMENTAS PEDAGÓGICAS

Jhonathan Batista Corrêa dos Santos, Daiana Filipini Palhano, Luciene Goulart dos Santos, Matheus Rodrigo Machado

Resumo


Este artigo apresenta uma análise sobre a situação do ensino de Química em Lages, SC. O tema desta pesquisa é o ensino de Química na educação básica em escolas da rede pública estadual. Conforme observação empírica podemos afirmar que não é novidade que a educação, assim como inúmeras outras áreas, enfrentam uma infinidade de problemas. A importância deste artigo, é mostrar a comunidade, estes problemas, conscientizando a população sobre a situação do ensino e aprendizagem de Química no município de Lages. Também, apresentar uma visão sobre as possibilidades de resolução destes problemas. Química é a ciência que estuda a composição da matéria, bem como sua estrutura, diferentes propriedades, suas transformações e variações de energia. Relaciona-se com outras ciências como a Biologia e Física, dentre outras áreas. É utilizada em diversas áreas como medicina, cosmetologia, indústrias de um modo geral. Seu desenvolvimento enquanto ciência, deu-se a partir da preocupação do homem em compreender mais sobre si, a partir da Idade Média. Na atualidade ela é uma das doze disciplinas obrigatórias no Ensino Médio da Educação Básica, encaixando-se na área de Ciências da Natureza junto à Física e Biologia. Baseados em conhecimentos empíricos, pode-se afirmar que a disciplina de Química é pré-julgada e até mesmo temida por vários estudantes. A contextualização do ensino é muito importante e a maioria dos professores não faz isso de maneira satisfatória Os conteúdos são divididos em hidrosfera, litosfera e atmosfera, segundo a reformulação da Proposta Curricular de Santa Catarina e este conteúdos acabam atrapalhando a Química orgânica que sempre foi trabalhada. Não diminuindo a importância destes, pois os conteúdos poderiam ser trabalhados em outras etapas. Toda a parte da Litosfera, que trata sobre a mineralogia, deve ser trabalhada na primeira série, onde se trabalha ligações químicas e uma delas é justamente, ligação metálica. Entender sobre extração de minerais iria facilitar a compreensão dos estudantes acerca dos metais e sua importância. Já a parte de hidrosfera deve ser trabalhada na segunda série, onde o tratamento de água já pode ser explicado. Permanecendo apenas atmosfera na terceira série. A importância de desmembrar estes conteúdos (litosfera na primeira série; hidrosfera na segunda série e atmosfera na terceira série) é de grande valia para que os estudantes compreendam a continuidade do aprendizado nos três anos do ensino médio, e também para que se possa trabalhar todo o extenso conteúdo da terceira série. O trabalho tem como objetivo avaliar o ensino de Química em Lages, nas escolas públicas estaduais, a partir da reformulação da proposta curricular de Santa Catarina, dos professores e das ferramentas de apoio, visando debater sobre a influência dos mesmos no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes da terceira série do ensino médio. Bem como fazer um levantamento da quantidade de professores habilitados em Química em Lages, lecionando em escolas estaduais; Verificar a compatibilidade dos livros didáticos de Química com a reformulação da proposta curricular de Santa Catarina, e se a proposta está sendo seguida; Investigar a existência e utilização de materiais de apoio e laboratórios de Química nas escolas estaduais de Lages; Avaliar como todas essas mudanças interferirão na vida escolar dos estudantes do ensino médio das escolas estaduais de Lages. Neste segmento, órgãos governamentais vêm trabalhando em projetos que contribuirão para um ensino e aprendizagem mais contextualizados, mais atraentes aos estudantes e socialmente relevante, como é o caso da Base Nacional Curricular Comum do Governo Federal. Foi realizado um levantamento da quantidade de professores habilitados em Química em Lages, lecionando em escolas estaduais; investigado a existência e utilização de ferramentas pedagógicas e laboratórios de Química nas escolas estaduais de Lages; descoberto se está sendo trabalhadas atividades lúdicas e ambientais; avaliado como todas essas mudanças interferirão na vida escolar dos alunos do ensino médio das escolas estaduais de Lages. A pesquisa realizada neste trabalho pode ser classificada como explicativa. Tem abordagem quali-quantitativa. Enquanto ao seu procedimento se classifica como abordagem direta. O trabalho em mãos faz a opção pelo método hipotético-dedutivo. Enquanto procedimento, este trabalho realizou-se por meio de observação direta e indireta. A pesquisa utilizou-se de questionários estruturados, entrevistas semi-estruturadas e levantamentos de dados bibliográficos. O locus foram as escolas públicas estaduais com ensino médio de Lages e os personagens envolvidos foram estudantes e professores. Pode-se apontar como resultados que uma boa parte dos estudantes se sentem despreparados para o ensino superior, os professores não tem uma formação totalmente satisfatória e muitas escolas não têm estrutura necessária para o desenvolvimentos de atividades diferenciadas. Conclui-se que o percurso para melhorar o ensino de Química ainda é longo, todavia já iniciou e que, o trabalho coletivo com toda a comunidade escolar e um apoio digno do governo irá melhorar a qualidade tanto do ensino, quanto da aprendizagem de Química. E em relação as atividades lúdicas, pode-se dizer que existe um índice de estudantes que não gostam de estudar química, pelo fato da dificuldade na compreensão e fixação deste. Se for inserida a educação lúdica nas explicações e resolução de exercícios, poderia auxiliar o aluno. As brincadeiras estimulam os estudantes a buscarem o conhecimento. Mudando a estratégia do ensino tradicional não teremos apenas o livro como referencial de trabalho e formaremos cidadãos críticos. Com base em todas estas informações, podemos concluir que o despreparo das escolas em relação as mudanças da proposta é de caráter político - pois muitos professores são de outras áreas e não dominam os conteúdos químicos (professores efetivos de disciplinas afins, como Biologia, Física e Matemática, que não conseguiram completar sua carga horária em sua determinada disciplina, acabam completando-a com Química, mesmo sem formação); o salário e carga horária não agradam o professor que para uma carga de 40h semanais, leciona 32 aulas e tem pouco tempo e ambiente inadequado para hora atividade (e como a maioria das escolas mescla Ensino Fundamental e Médio, ficam poucas turmas de Ensino Médio e o Professor se vê obrigado a trabalhar em várias escolas); e ainda, que, os professores não aceitam a diferente organização dos conteúdos e os livros não trazem essa organização. Os estudantes não estão interessados nas aulas, preferem focar em outros assuntos e os professores não encontram ou não querem encontrar soluções. Laboratórios de Química (dos poucos que têm) são pequenos e difíceis de trabalhar pela falta de substâncias e equipamentos; os de informática possuem uma internet, cuja qual, a velocidade de navegação é insatisfatória. Tudo isso limita o professor em inovar a aula, fazendo com que os estudantes se desinteressem pela Química. A indisciplina por parte de alguns estudantes também contribui. Os desafios ainda são muitos, pois uma boa parte dos estudantes se sente despreparados para o ensino superior, os professores não tem uma formação totalmente satisfatória e muitas escolas não têm estrutura necessária para o desenvolvimentos de atividades diferenciadas.

Palavras-chave


Proposta Curricular de Santa Catarina; ensino e aprendizagem de Química; estudantes



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