VIOLÊNCIA DE GÊNERO: ENFRENTAMENTO TAMBÉM PELA EDUCAÇÃO

Lúcia Helena Matteucci Bondavalli

Resumo


O texto faz parte da Dissertação de Mestrado em Educação e possui o objetivo de discutir violências contra mulheres em Lages. O método utilizado para interpretar os dados foi análise de conteúdo qualitativo. A escolha do assunto se deu pelo fato do município ser, de acordo com o Mapa da Violência 2012, 1º colocado em Santa Catarina e 17º no Brasil em violências contra mulheres. Nesse sentido, a escrita objetiva discutir sobre gênero e violências de gênero enquanto formação e representação de poder, dando ênfase ao seu caráter de construção histórica e social. Também, procuramos entender contextos socioculturais da história de Lages, que teve no patriarcado e na cultura da fazenda seu embasamento. Portanto, o papel do homem configurou-se enquanto dono da terra, dos empregados, dos filhos e da mulher. Contrariamente, à mulher estabeleceu-se o papel da educação informal dos filhos e dos cuidados com a casa. Comportamentos que se cristalizaram e tendem a permear as formas de se relacionar entre os gêneros até a atualidade, naturalizando as desigualdades entre eles. Por meio das notícias da mídia que veicularam em Lages e região em 2014, 2015 e até julho de 2016 relativas ao assunto de mulheres em situação de violência, desenvolvemos as reflexões, sob o olhar da possibilidade de construir outras formas de se relacionar, afastando atos violentos e primando por direitos humanos, entendendo a educação formal imprescindível nesse processo. Estudos de Teresa Kleba Lisboa, Guacira Lopes Louro, Mareli Eliane Graupe e Wânia Pasinato Izumino ofereceram suporte teórico ao texto. Assim, vimos a educação como mediadora nas reflexões para afastar comportamentos machistas, sexistas e discriminatórios, inicialmente, por meio dos profissionais, ao terem a apropriação em sua formação inicial e continuada, de teorias e conceitos, os quais assegurem a construção de competências para suscitar n@s alun@s[1] a rejeição de violências, a busca pela equidade entre os gêneros e direitos humanos, para que diversidade e diferença não sejam pensados como problema, mas enquanto possibilidade de crescimento coletivo.


[1] O @ será usado para contemplar linguisticamente os gêneros feminino e masculino.

Palavras-chave


Violência de gênero. Formação. Profissional da educação. Enfrentamento.



REVISTA UNIPLAC
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