ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HEPATITE C NO TERRITÓRIO BRASILEIRO COM ENFOQUE NA REGIÃO SUL

Rafael Martins Matioli

Resumo


Introdução. A hepatite C, por ser uma das principais causas de doença hepática crônica no mundo, despertou o interesse para realização dessa revisão de literatura que surgiu durante a Unidade Educacional Eletivo do 2° ano do curso de Medicina-UNIPLAC, na Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Lages. Objetivos. Esse trabalho tem como objetivo descrever os aspectos epidemiológicos relacionados aos casos de hepatite C nas diversas regiões do Brasil, com maior enfoque na região Sul. Método. Estudo a partir de literaturas referentes à epidemiologia da hepatite C, selecionados artigos dos últimos cinco anos de base de dados como Scielo, além do site da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina e o mais recente Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções do Ministério da Saúde. Considerações. A hepatite é uma inflamação que acomete o fígado e que resulta em degeneração e necrose das células hepáticas. Sua etiologia pode ser infecciosa, causada por vírus, ou tóxica, devido principalmente à deficiência na alimentação, uso excessivo de álcool ou reações alérgicas a alguns medicamentos. As hepatites virais são consideradas doenças infecciosas muito relevantes e, atualmente, seus dados epidemiológicos têm sofrido grandes mudanças. Dos casos mundiais de hepatite, o vírus da hepatite C (VHC) é responsável por 70% de casos em sua forma crônica, 40% por cirrose descompensada, 60% de carcinoma hepatocelular e 30% dos transplantes hepáticos em países industrializados. No Brasil, devido à sua grande proporção, com diversas variações demográficas, sociais e culturais entre as regiões, ainda não se conhece a prevalência exata da infecção no país, porém estudos sugerem que esteja situada entre 1% e 3% de toda a população. Em um recente estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), estima–se que existam, no Brasil, entre 1,4 e 1,7 milhão de portadores de hepatite C, acometendo com maior frequência os indivíduos com mais de 40 anos de idade, e tendo como formas principais de transmissão a transfusão sanguínea, a hemodiálise; procedimentos de manicure, pedicure; piercings, tatuagens; porém principalmente o uso de drogas injetáveis. Segundo o Ministério da Saúde, são notificados a cada ano cerca de 10 mil casos da doença e que, atualmente, 86% deles concentram-se nas regiões Sul e Sudeste. A Região Sul contabiliza 22,3% dos casos notificados no Brasil, à maioria dos quais no Rio Grande do Sul, com 58,2%, seguido por Santa Catarina, com 25,6%, e o Paraná, 16,2%, sendo cerca de 60% dos casos entre homens. Portanto, após realização do estágio do Eletivo e dessa revisão de literatura, percebe-se que a população brasileira, e principalmente a Região Sul, desconhece a real situação da hepatite C no país. Além disso, foi visível na prática a predominância de portadores do sexo masculino (78% dos pacientes acompanhados) e a idade média acometida por volta dos 43 anos de idade, dados encontrados nos artigos estudados.

Palavras-chave


Epidemiologia; hepatite C; HCV; Brasil.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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