TROMBOEMBOLISMO PULMONAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Guilherme Henrique Ávila do Carmo

Resumo


INTRODUÇÃO: Durante a Unidade Educacional Eletivo, realizada na emergência do Hospital Regional São José Dr Homero de Miranda Gomes, tive a oportunidade de visualizar inúmeras patologias e uma série de procedimentos. Dentre essas, chamou-me atenção pela frequência e importância clínica o Tromboembolismo Pulmonar.

OBJETIVOS: O objetivo desse relato é fomentar a discussão acerca da do Tromboembolismo Pulmonar, doença com morbimortalidade expressiva e diagnóstico muitas vezes difícil de realizar. Objetivo estimular a propagação do conhecimento sobre o tema, abordar os aspectos relacionados à compreensão das fisiopatologias envolvidas e também abordar as dificuldades do seu tratamento.

METODOLOGIA: O método de pesquisa escolhido foi revisão de literatura. Utilizei artigos publicados em plataformas online que foram disponibilizados entre os anos de 2010 a 2015.

DISCUSSÃO: O tromboembolismo pulmonar é uma entidade clínica que demanda atenção em caráter mundial e integral de todas as especialidades médicas. Não apresenta sintomas fixos, sendo sua apresentação clínica extremamente variável desde quadros completamente assintomáticos, nos quais o diagnóstico é feito incidentalmente, até situações de tromboses maciças que provocam a morte súbita (VOLPE, 2010).

Dados relatam que na população americana e europeia cerca de 200.000 a 300.000 pessoas morram todos os anos com TEP, sendo comum o diagnóstico ser feito apenas no pós-morte no ato da necropsia (VOLPE, 2010).

A ocorrência da embolia pulmonar está intimamente relacionada à formação de trombos no sistema venoso profundo. A etiologia precisa da trombose venosa, porém, é incerta. Supõe-se que o mecanismo desencadeante seja a transformação do sangue fluido em uma massa (trombo). A formação desse trombo está relacionada com o mecanismo descrito por Virchow em 1856, ficando conhecido, posteriormente como Tríade de Virchow (VEIGA, 2013).

Apesar de o trombo embolismo pulmonar não apresentar um sinal ou quadro patognomônico e possuir ampla variedade nas manifestações, a suspeição diagnóstica deve ser realizada diante do quadro de taquipneia (FR no adulto > 20 ciclos/min), dispneia, dor torácica pleurítica, taquicardia, apreensão, tosse e hemoptise, pois essas manifestações clínicas apresentam-se com maior frequência. Essas manifestações clínicas, associadas ao histórico de imobilização e de neoplasia maligna geram uma alta suspeição clínica, como evidenciou Philip S. Wells no clássico estudo “Use of a Clinical Model for Safe Management of Patients with Suspected Pulmonary Embolism”.

Os exames complementares indicados como métodos de padrão exclusão ou confirmação do diagnóstico são a cintilografia pulmonar de ventilação e perfusão, angio-TC, angio-RM e a arteriografia pulmonar por cateter com subtração digital (TERRA-FILHO, 2010).

O tratamento é baseado em suporte clínico, uso de anticoagulantes, tanto na fase aguda, quanto na fase crônica, no pós-alta e medicamentos trombolíticos para auxiliar na dissolução do trombo. Os medicamentos trombolíticos, resguardados para serem aplicados na fase aguda de pacientes de alto risco com tromboembolismos maciços, podem ser utilizados em até 14 dias após o evento agudo, porém com maior benefício quando aplicados nas primeiras 72 horas do tromboembolismo (MARTINS et al, 2013).

CONSIDERAÇÕES: O tromboembolismo pulmonar é uma doença de alta morbimortalidade quando não realizado o diagnóstico precoce. É uma doença de alta incidência e que, por muitas vezes, é negligenciada em decorrência do seu quadro clínico variável. Em decorrência dessas características, esta breve revisão de literatura objetiva chamar a atenção e promover a discussão acerca da patologia.

Palavras-chave


Medicina de Emergência; Serviços Médicos de Emergência; Tromboembolismo Pulmonar



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