Bronquiolite

Priscila de Almeida

Resumo


Esta revisão bibliográfica visa o conhecimento sobre a Bronquiolite analisando suas características particulares e sua importância clínica, visto que é a causa mais frequente de internações em lactentes entre o primeiro e o terceiro mês de vida. O objetivo é apresentar definição, manifestações clínicas, critérios para diagnóstico, achados de exames complementares e conduta. A metodologia utilizada na revisão foi a pesquisa em livros clássicos de pediatria e periódicos científicos nesta área, onde utilizou-se como palavras-chave Bronquiolite, Medicina Clínica e Pediatria. Este estudo surgiu a partir de uma experiência acadêmica na área de Pediatria durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês junho/2016. A Bronquiolite é uma doença infecciosa, de etiologia predominantemente viral, mais incidente em lactentes menores de 24 meses, provocando obstrução das pequenas vias aéreas inferiores. Dentre as etiologias mais frequentes destacam-se o vírus sincial respiratório (VSR), o parainfluenza tipo 1 e 3, o influenza, o adenovírus 7 e 21 e, ocasionalmente, o Mycoplasma pneumoniae. A forma de transmissão ocorre através do contado com secreções da pessoa contaminada, e a inoculação do vírus ocorre através da superfície da mucosa nasal. Então, o indivíduo permanece assintomático por 3 a 5 dias até que se iniciem os sintomas de vias aéreas superiores. Os principais fatores de risco para desenvolver a bronquiolite são idade menor que 6 meses, prematuridade, doença pulmonar crônica, desnutrição, aglomeração, aleitamento artificial, entre outros. Geralmente há um pródromo com sinais leves de vias aéreas superiores, como espirros e rinorreia, ou até mesmo dispneia e apneia. O exame físico é caracterizado pela presença de sibilos e prolongamento do tempo expiratório. O diagnóstico dá-se pela história clínica característica somada à exames complementares como as radiografias de tórax, gasometria arterial, leucograma e também pela oximetria de pulso. Ademais, nos casos em que o diagnóstico é duvidoso também podem ser usados os testes para vírus a partir das secreções respiratórias. Por fim, a conduta inicial baseia-se em suporte, direcionado às principais manifestações clínicas, como controle da temperatura, aporte hídrico e nutricional adequados e limpeza das vias aéreas superiores com salina fisiológica. Cerca de 1% a 2% necessita de internação hospitalar, estando esta indicada de acordo com severidade clínica e a presença de fatores de risco para maior gravidade. A revisão sobre esta comorbidade possibilitou o aprofundamento de conhecimentos que envolvem a complexidade da identificação e conduta desse acometimento tão comum na área de Pediatria, contribuindo de maneira expressiva minha formação acadêmica.

Palavras-chave


Bronquiolite; Medicina Clínica; Pediatria.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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