Manejo da Pneumonia Adquirida na Comunidade

Guilherme Alan Pizzi

Resumo


INTRODUÇÃO: O manejo da pneumonia adquirida na comunidade é norteado pela estratificação de risco dos pacientes. Dois escores são utilizados para auxiliar a equipe de saúde na melhor escolha da antibioticoterapia e do local adequado para o tratamento. Há grande importância do manejo da PAC na saúde pública, pois seu tratamento é oneroso para o sistema e suas complicações implicam em altas taxas de mortalidade.

OBJETIVOS: este trabalho tem como objetivo compreender os parâmetros que o profissional leva em consideração para a escolha do tratamento adequado à cada tipo de paciente.

MÉTODO: os resultados foram obtidos através de pesquisa na literatura médica escrita, publicada entre os anos de 2000 e 2011, composta por quatro artigos disponíveis no banco de dados do Google Acadêmico e um livro de condutas médicas.

CONSIDERAÇÕES: a pneumonia sempre deve ser incluída no diagnóstico diferencial de um paciente se apresentar com tosse, dispneia, expectoração e dor torácica ventilatório-dependente. O exame físico é de suma importância para o manejo, pois apesar de ter acurácia duvidosa, quando não apresenta alterações o risco de o paciente possuir PAC é muito reduzido. A radiografia de tórax é vastamente recomendada para o diagnóstico quando há suspeita de pneumonia, embora não identifique a origem etiológica. Após o diagnóstico realiza-se a estratificação do risco, que auxilia na escolha da antibioticoterapia adequada, na definição do local de tratamento e da intensidade da investigação a respeito da etiologia. Os escores utilizados são o PSI (Pneumonia Severity Index) e o CURB-65. Ambos são confiáveis, porém devem ser utilizados com cautela e sabedoria, pois podem menosprezar a gravidade do paciente. O escore de PSI, por exemplo, agrega baixa pontuação a pacientes jovens e sem doenças associadas, enquanto o CURB-65 não leva em conta as comorbidades, que podem agregar risco à pneumonia. Além disso, o PSI é muitas vezes inviável na prática clínica, porque necessita de uma ampla avaliação laboratorial que na maioria das situações está indisponível. Em contrapartida, o escore CURB-65 que é mais acessível, necessita apenas de um parâmetro laboratorial, que é a Ureia, podendo ainda ser removido, passando a ser CRB-65. O tratamento baseia-se em dois pilares: empírico e dirigido. O impasse, porém reside no fato de que raramente é possível definir o agente etiológico no momento da escolha terapêutica o que impossibilita a realização de um tratamento dirigido. A antibioticoterapia empírica é, portanto a escolhida tendo em mente os germes mais prevalentes e o escore de PSI, devendo o médico estar preparado caso se depare com uma infecção por mais de um microorganismo, por um germe atípico ou resistente ao antibiótico de escolha. Para PSI I e II utiliza-se Macrolídeo ou Beta-lactâmico e o tratamento é ambulatorial; para PSI III: recomenda-se monoterapia com Quinolona ou associação de Macrolídeo e Beta-lactâmico, além de uma breve internação; para PSI IV e V: deve ser feito uma terapia combinada de Macrolídeo e Cefalosporina em regime hospitalar.

Palavras-chave


PALAVRAS-CHAVE: Pneumonia. Diagnóstico. Tratamento.



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