UNIPLAC

Pamela de Almeida

Resumo


Este estudo surgiu a partir de uma experiência acadêmica na área de Emergência durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês de março/2016. A trombose venosa consiste na coagulação intravenosa do sangue com obstrução parcial ou total do lúmen de uma veia. Quando ocorre trombose em veias profundas do sistema de drenagem dos membros inferiores, a denominamos Trombose Venosa Profunda. O objetivo é apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre Trombose Venosa Profunda discutindo conceito, manifestações clínicas, confirmação diagnóstica e conduta inicial. A metodologia utilizada na revisão foi a pesquisa em livros clássicos de clinica médica e periódicos científicos na área de emergência, onde utilizou-se como palavras-chave Emergência, Medicina Clínica e Trombose Venosa Profunda. Os fatores mais importantes para o desenvolvimento de uma trombose venosa são aumento da coagulabilidade sanguínea, diminuição do fluxo sanguíneo (estase) e lesão do endotélio vascular. Inúmeras são as condições clínicas nas quais há ocorrência de um ou mais desses fatores. Entre eles destacamos a idade, que é o maior fator de risco para trombose, sendo rara em pacientes jovens, e outros fatores como imobilização, viagens aéreas prolongadas (duração maior que 6 horas), o uso de anticoncepcionais orais ou reposição hormonal, gestação e puerpério, presença de trombofilias, entre outros. A sintomatologia da trombose venosa aguda é variável e dependente da localização da trombose e/ou do desprendimento de fragmentos de trombo. Suspeita-se de Trombose Venosa Profunda em qualquer paciente com dor intensa ou edema em membros inferiores, principalmente se unilateral ou assimétrico. Nas primeiras horas após a instalação da trombose, ocorre diminuição da temperatura da pele em virtude de vasoespasmo reflexo; no entanto, com o desaparecimento deste e o desenvolvimento de processo inflamatório no local do trombo, há aumento da temperatura no membro ou no local comprometido. Nos casos de trombose em que há espasmo arterial reflexo intenso, pode surgir palidez no membro afetado, enquanto durar a vasoconstrição. Porém, a alteração de cor mais frequente é a cianose, em razão da estase venosa. O diagnóstico de trombose venosa aguda localizada é facilmente feito pela história clínica e exame físico. A comprovação diagnóstica pode ser feita por exames de imagem tais como dopplerimetria, dúplex scan, flebografia, flebotomografia e fleborressonância. Em relação ao tratamento, os objetivos são prevenir a extensão do trombo, a Embolia Pulmonar e impedir a recorrência da Trombose Venosa Profunda. A anticoagulação constitui a base do tratamento bem-sucedido destas complicações. Uma das medidas adjuvantes consiste no uso de meias elásticas, que são recomendadas após 1 mês do episódio agudo ou precocemente quando o paciente reinicia a deambulação, sendo mantida por 6 meses após o episódio inicial, tendo como benefício reduzir a frequência de complicações. A revisão sobre Trombose Venosa Profunda possibilitou o aprofundamento dos conhecimentos sobre esta comorbidade, que é comum na sala de emergência, e que tem aumentando em proporções epidêmicas e ganhado cada vez mais importância dentro das áreas de atuação de clínica médica e emergência.

Palavras-chave


Emergência; Medicina Clínica; Trombose Venosa Profunda.



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ISSN 2447-2107
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