TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO FRENTE À EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Isabelle Cristina Sorgatto Capelari

Resumo


Entende-se por Trauma Cranioencefálico (TCE) qualquer agressão de ordem traumática que acarrete lesão estrutural e/ou funcional das estruturas cefálicas - couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou seus vasos. Esse estudo foi motivado a partir da experiência prática na área de Neurocirurgia, durante o período condizente com a Unidade Educacional Eletivo do 3º ano do curso de Medicina, com carga horária de 120 horas, e tem como objetivo apresentar uma breve revisão literária acerca do Trauma Cranioencefálico, o qual é prevalente e incide em uma faixa etária mais ativa da população. A pesquisa baseou-se em um Tratado de Neurocirurgia, em 3 artigos científicos da área, publicados pela Scielo, Revista Neurociencias e USP, a partir do ano de 2005, como também em slides organizados pelo professor da disciplina de Neurocirurgia da HUSF. Os descritores utilizados para as pesquisas foram: TCE, mecanismos de lesão cerebral e epidemiologia do traumatismo cranioencefálico. Os acidentes automobilísticos são os principais fatores causais dos TCE (24,87%), seguidos pelas quedas da própria altura (17,53%) e demais tipos de queda (12,94%). Em relação à faixa etária, a incidência do trauma é mais frequente na idade dos 21 aos 60 anos, com predominância do sexo masculino (variando de 2,2-1 até 7,6:1). Segundo 2 estudos realizados nas cidades de Barbalha-CE (2008) e Teresina-PI (2006), a maioria das vítimas de TCE devido a acidentes motociclísticos não fez uso do capacete no momento do acidente (79,3% das vítimas em Barbalha e 60,21% em Teresina), já entre os acidentados que utilizavam carro, percebeu-se que 59,3% não fizeram o uso do cinto de segurança. Na cidade de Petrolina também fez-se um estudo em que das 101 vítimas de TCE em acidentes automobilísticos, 51 consumiram álcool. O TCE é composto por lesões primárias, que ocorrem devido ao mecanismo de aceleração angular (lesão difusa), aceleração linear (lesão pontual) ou então pela lesão direta ao parênquima, durante o momento do trauma. Essas lesões incluem contusão, laceração, fratura do crânio, e lesão axonal difusa, pelo cisalhamento das fibras mielínicas. Após o traumatismo, decorrem lesões secundárias, resultantes da interação de fatores intra e extracerebrais. A partir do estudo feito vê-se que a indiscutível maioria dos fatores causais que levam ao traumatismo cranioencefálico decorre de posturas imprudentes e características imaturas, que podem ser potencializadas pelo uso de álcool ou drogas associado à direção. Diante disso, mostra-se imprescindível o planejamento de ações preventivas e de fiscalização com relação ao trânsito do país, já que os acidentes no Brasil configuram um problema de saúde pública de grande magnitude que tem provocado forte impacto na morbidade e mortalidade da população.

Palavras-chave


TCE, mecanismos de lesão cerebral e epidemiologia do traumatismo cranioencefálico



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC