LOMBALGIA MECÂNICA

Mariana Ribeiro dos Reis Arruda

Resumo


Introdução: Este trabalho é um dos resultados alcançados na Unidade Educacional Eletivo do 2º ano do curso de Medicina. Em junho de 2016 acompanhamos o cotidiano das atividades em uma Unidade Básica de Saúde, percebeu-se que a Atenção Primária permite maior vínculo entre a equipe de saúde e o paciente. Chamou atenção o grande índice de queixas de lombalgia mecânica (LM), o que motivou a escolha em aprofundar o entendimento acerca do tema. Objetivo: Apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre LM, com enfoque ao diagnóstico, fatores de risco e tratamento. Método: Os resultados apresentados foram selecionados em artigos da base de dados SciELO e Revista Brasileira de Medicina publicados entre 2004 e 2015. Resultados: O estudo foi baseado na revisão de quatro artigos, selecionados dentre vários disponíveis. A lombalgia é usualmente definida como dor localizada abaixo da margem das últimas costelas e acima das linhas glúteas, são classificadas de acordo com a duração em: agudas, de início súbito e inferior a 6 semanas, e crônicas com aparecimento a mais de 12 semanas. A LM geralmente ocorre devido a um desequilíbrio entre esforço e potencial da musculatura. Para o diagnóstico deve ser feito uma anamnese buscando saber os hábitos de vida do paciente, tais como: profissão e prática de atividade física. No exame físico deve-se inspecionar as costas e a postura do paciente, a mobilidade da coluna e efetuar a palpação local. A dor geralmente se limita a região lombossacral observando-se piora ao esforço físico e melhora ao repouso, havendo, inclusive, ausência de alterações neurológicas e de contratura muscular. O sobrepeso, sedentarismo, postura inadequada e a estatura elevada poderão causar esse desequilíbrio (esforço/potencial), sendo fatores de risco para a LM. O tratamento da dor poderá ser feito através de medidas físicas, como não realizar exercícios especiais durante a dor aguda. Recomenda-se realizar exercícios que melhorem a força e a resistência da musculatura lombar, após cessar a dor, realizados com uma equipe multidisciplinar, como o fisioterapeuta e nutricionista, de acordo com a necessidade do paciente. O tratamento medicamentoso se dá para o controle sintomático da dor propiciando a recuperação funcional. A LM é de tratamento conservador, no entanto ao manter-se resistente poderá ser indicado o procedimento de infiltração nas discopatias. Concluiu-se que orientações ao paciente, como levar uma vida ativa, alimentação saudável, não manter a mesma posição prolongadamente irão contribuir para prevenir lombalgias e, caso ocorra, o tratamento medicamentoso será apenas sintomático. Conclusão: Observa-se a importância do correto diagnóstico de LM a partir de uma história clínica detalhada, bem como de um exame físico baseado na inspeção e palpação. O conjunto de medidas direcionarão o profissional na escolha do tratamento adequado, contribuindo para a melhora da qualidade de vida do paciente. Considerando que os hábitos de vida saudáveis e posturas adequadas diminuem as chances de desenvolver a doença é importante que as equipes de saúde trabalhem na promoção de medidas educativas para a população tais como palestras informativas/preventivas e rodas de conversa, visando a promoção e prevenção do grupo de risco estudado.

Referências: BRAZIL, AV et al . Diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombociatalgias. Rev. Bras. Reumatol., São Paulo , v. 44, n. 6, p. 419-425, Dec. 2004. Disponível em: . Acesso em: 20 de agosto de 2016.

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Palavras-chave


LM; Diagnóstico; Tratamento



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