CÂNCER COLORRETAL

Vanessa Freitas Bratti

Resumo


Esta revisão bibliográfica reúne informações sobre Câncer Colorretal, analisando suas características particulares e avaliando sua importância, visto que representa uma das neoplasias de maior incidência e mortalidade, sendo o terceiro câncer mais comum no mundo. O objetivo é apresentar definição, epidemiologia, patologia, patogenia, manifestações clínicas, diagnóstico, estadiamento e tratamento. A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros de oncologia clínica e periódicos científicos onde utilizaram-se como palavras-chave Neoplasias Colorretais, constituindo a amostra de oito fontes bibliográficas. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica na área de Clínica Médica durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, realizado na Clínica Le Santé em Lages/SC durante o mês de julho/2016. No Brasil o câncer colorretal corresponde ao quarto câncer mais frequente em homens e o terceiro em mulheres, sendo a quinta causa de morte por neoplasia. Apresenta como fatores de risco: idade > 50 anos; história familiar; predisposição. Aproximadamente 95% dos tumores colorretais são adenocarcinomas. Cerca de 50% dos pacientes apresentarão metástase a distância, sendo 30% ao diagnóstico. As principais manifestações clínicas são mudança no hábito intestinal, desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação são sinais de alerta. Também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar. O diagnóstico dos tumores colônicos é feito pelo exame anatomopatológico em material normalmente obtido através da colonoscopia, pela visualização de lesão e biópsia da mesma ou pela ressecção de um pólipo. A determinação do correto estadiamento é fundamental para a definição do prognóstico e planejamento do tratamento. O estadiamento dessa doença segue o sistema TNM. Entre os procedimentos recomendados para o estadiamento incluem-se a anamnese e exame físico, com especial atenção a sinais clínicos de ascite, linfonodos palpáveis e hepatomegalia, e exames de imagem do abdome, pelve e tórax. É importante investigar se há história familiar positiva que sugira alguma síndrome hereditária. A ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha para a maioria dos tumores colorretais. Os objetivos primordiais do tratamento cirúrgico são a ressecção ampliada do segmento colônico envolvido, com a remoção dos linfonodos na área de drenagem do mesmo. O tratamento com quimioterapia é realizado nos pacientes com alto risco de recidiva tumoral e naqueles com metástases a distância. A partir dos casos acompanhados durante a experiência acadêmica e da revisão realizada pode-se afirmar que o câncer constitui atualmente um dos problemas de saúde que causa maior preocupação às pessoas, pela sua elevada frequência e imagem de sofrimento e destruição física que a doença carrega consigo.

Palavras-chave


Medicina Clínica; Oncologia; Neoplasias Colorretais.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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