TRANSTORNO DEPRESSIVO

Edson Junior da Silva Cordova

Resumo


O Eletivo realizado no período entre 06 de junho de 2016 até 06 de julho de 2016, em Lages, foi realizado na área de Medicina de Família e Comunidade. Durante o estágio foi avaliado um grande número de pacientes diagnosticados com depressão. Dado essa prevalecia, observou-se a possibilidade de realização de um estudo tendo como objetivo uma revisão bibliográfica sobre o tema depressão. A revisão foi baseada em artigos publicados no banco de dados SCIELO do ano de 2009 até 2014 e no livro clínica psiquiátrica (2011). O transtorno depressivo (TD) é uma condição na qual se nota alterações de humor, comportamentais e cognitivas muito expressivas. A depressão atinge em sua maioria adultos entre 20 e 50 anos e pode chegar a incidir até 3 vezes mais em mulheres do que em homens. Estudos sugerem que a discrepância de incidência por gênero é possivelmente justificada pela variação hormonal feminina. A duração de episódios depressivos é muito variada podendo durar de 4 semanas a 8 meses, considerando nesse caso a falta de tratamento. Devidamente tratado o episódio dificilmente ultrapassa 3 meses, no entanto a suspenção inadequada do tratamento pode causar recaídas severas. São muitos os fatores que resultam em depressão. Geralmente são descritos como: biológicos, psicológicos, ambientais e genéticos. Por muito tempo as alterações na produção e secreção dos neurotransmissores noradrenalina, dopamina e serotonina foram apontadas como causadoras do transtorno depressivo. Novos estudos sugerem que, além dos neurotransmissores, alterações de segundo mensageiros estão intimamente ligadas ao transtorno depressivo. Também é observado uma hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, provavelmente pela apoptose de neurônios do hipocampo que é a parte reguladora emocional e com função de memorização. Em muitos casos foram encontradas relações genéticas que se relacionariam a depressão, no entanto genes de resposta individual ainda não foram encontrados. Há também uma relação entre o ritmo circadiano, que representa o período de tempo no qual se completam ciclos biológicos e psicológicos do organismo como: digestão, sono e temperatura corporal. Os ciclos biológicos têm influência direta na produção e secreção de neurotransmissores. Estudos apontam respostas prazerosas em pacientes depressivos quando regulado seus ritmos biológicos. Para diagnostico são levados em consideração alguns critérios, a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), cita 9 critérios divididos em sintomas fundamentais e sintomas acessórios, dentre os fundamentais estão: humor deprimido, perca de interesse e fatigabilidade, os acessórios totalizam 6 sintomas que são: concentração e atenção reduzida, autoestima e autoconfiança reduzida, ideia de culpa e inutilidade, visões desoladas e pessimistas do futuro, sono perturbado, apetite diminuído. Pelo menos 2 sintomas fundamentais e 2 acessórios precisam ser identificados para diagnóstico do episódio depressivo. O transtorno depressivo é complexo, diferente de outras patologias das quais temos causas fisiopatológicas muito bem detalhadas, a depressão tem inúmeros fatores que fogem do conhecimento fisiológico, entretanto os estudos têm apresentado uma grande evolução no entendimento das características fisiológicas relacionadas a depressão. Cada fator referente a depressão, seja ele biológico ou psicológico deve ser analisado com cuidado, visto que os episódios depressivos estão cada vez mais frequentes.

Palavras-chave


Transtorno Depressivo, medicina de família e comunidade



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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