AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE FIBROMIALGIA

Juliane Saito Hamasaki

Resumo


O presente trabalho aborda o estudo da fibromialgia baseado na experiência prática na área de Reumatologia no setor público - Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba – durante o período da Unidade Educacional Eletivo do 3º ano do curso de Medicina, com carga horária de 120 horas. Dentre as diversas comorbidades da área de Reumatologia, a fibromialgia se caracteriza principalmente pela dor musculoesquelética generalizada e sintomas neuropsicológicos que provocam consequências negativas no âmbito físico e social do paciente, sendo mais comum em mulheres jovens entre 35 e 50 anos de idade.Visto que a fibromialgia contribui significativamente para a queda da qualidade de vida do paciente, o objetivo desse estudo é apresentar uma breve revisão de literatura para avaliar os fatores envolvidos na patogênese da doença, as manifestações clínicas, o diagnóstico e de que forma a terapêutica farmacológica e não-farmacológica contribui para o restabelecimento do paciente em sua rotina diária. Para a revisão de literatura foram utilizados artigos da base de dados eletrônicos Scientific Electronic Library Online, da Revista Brasileira de Reumatologia, além de livros de autores renomados. Sabe-se que a etiologia da fibromialgia é desconhecida, no entanto acredita-se que muitos fatores estejam envolvidos como predisposição genética, alterações no processamento da dor, alterações do sono, alteração em músculos e tecidos periféricos e alterações neuroendócrinas. O diagnóstico consiste essencialmente na avaliação clínica, uma vez que os exames laboratoriais e radiográficos de rotina não apresentam anormalidades e visam principalmente excluir outros diagnósticos. A terapêutica não farmacológica que inclui exercícios aeróbicos de baixa intensidade de duas a três vezes por semana, higiene do sono e redução de comportamentos de doença associados à terapêutica farmacológica não eliminam a dor, porém melhoram consideravelmente o funcionamento e qualidade de vida do paciente.Os medicamentos mais incentivados no tratamento da fibromialgia são os antidepressivos sedativos, como amitriptilina, fármacos que exercem efeitos analgésicos e antidepressivos como duloxetina e anticonvulsionantes como gabapentina. O uso de antiinflamatórios não-hormonais, no entanto mostrou-se ineficaz. A partir do estudo feito conclui-se que a fibromialgia é uma doença que afeta significativamente a qualidade de vida e muitas vezes comprometendo não apenas o bem-estar físico como também as relações pessoais, sociais e profissionais do paciente. Diante disso, é de suma importância e faz parte da atribuição médica que o paciente tenha o entendimento da fibromialgia, de seus sintomas e da abordagem não farmacológica e farmacológica para a melhora concreta da qualidade de vida.

Palavras-chave


Fibromialgia; Reumatologia; Qualidade de vida;



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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