CRISE HIPERTENSIVA: DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM

Cintia Caroline da Silva

Resumo


A Crise Hipertensiva (CH) é caracterizada por manifestações clínicas anormais da pressão arterial, na qual existe o risco de desenvolvimento de complicação de órgãos-alvo. São divididas em Emergência Hipertensiva (EH), Urgência Hipertensiva (UH) e Pseudocrise Hipertensiva (PCH), sendo elas diferenciadas por determinadas características clínicas e o risco imediato de morte. Tal conteúdo é de relativa importância, visto as controvérsias relacionadas principalmente quanto ao seu diagnóstico, e à escolha da terapêutica adequada, visando a prevenção das graves complicações decorrentes dessa situação médica. Este trabalho objetiva, de forma sucinta e geral, elucidar as principais diferenças das Crises Hipertensivas e o seu manejo clínico em cada situação. O procedimento metodológico trata-se de uma revisão bibliográfica cujos artigos tiveram bases em dados do SciELO e Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, selecionados, preferencialmente, aos que continham diagnósticos e tratamentos dessas condições patológicas pesquisadas. Os descritores usados foram: hipertensão acrescidos dos qualificadores “crises” e emergências com qualificadores “hipertensão”. Assim, entende-se por Crise Hipertensiva (CH) uma variedade de situações clínicas que possui em comum a elevação abrupta, inapropriada, intensa e sintomática da pressão arterial, sendo empírico o valor pressórico considerado, porém com menor referência em relação à pressão arterial sistólica, visto sua alta variabilidade, a ser considerado a Pressão Arterial Diastólica (PAD) > 120 mmHg; com ou sem risco de deterioração rápida de órgãos-alvo como cérebro, coração, rins e artérias. O indivíduo acometido pode já estar em tratamento clínico para hipertensão (medicamentoso ou não), mas também pode não estar realizando adequadamente o tratamento, ou ainda não ter sido diagnosticado. A Urgência Hipertensiva (UH) é a situação de aumento rápido da pressão arterial, sem sinais de lesão em órgão-alvo de forma aguda ou progressiva, o que não gera risco imediato de morte, suas condições clínicas podem ser relacionadas a determinado órgão atingido, como angina instável e pré-eclâmpsia. Tal situação exige o controle pressórico urgentemente, mas não imediato, de forma menos intensa, dentro de até 24 horas e o tratamento com possibilidade de uso de drogas por via oral. Entende-se por Emergência Hipertensiva (EH), situações no qual o aumento imediato da pressão arterial gera um risco de morte ou lesão definitiva em órgão-alvo, apresentando-se com manifestações mais graves que as descritas anteriormente, tais como o Acidente Vascular Encefálico (AVE), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Hemorragia Intracraniana, por exemplo. O tratamento deve ser imediato, preferencialmente por medicamentos parentais, em que se visa a redução dos níveis pressóricos de forma rápida. Já a Pseudocrise Hipertensiva (PCH), pode ocorrer devido a um estresse físico ou psicológico, gerando um aumento pressórico demasiado com cefaleia, tonturas e dor torácica atípica, sem risco de morte ou lesão em órgão-alvo. Tem-se como conduta tranquilizar o paciente, tratar a causa imediata do problema, como a dor referida, e fazer o uso de anti-hipertensivo de uso crônico, não objetivando diminuir abruptamente os níveis pressóricos, já que não há risco para o mesmo. Dessa forma, cada situação descrita possui suas particularidades, mesmo sendo confundidas frequentemente; porém, há um manejo diferenciado em cada situação clínica precavendo de danos posteriores.

Palavras-chave


Hipertensão; diagnóstico; emergências; conduta.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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