REVISÃO DE LITERATURA: ABORDAGEM INICIAL DA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA NO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA

Gabriella de Barros Assink

Resumo


Este estudo derivou de uma experiência de intervenção prática realizada em ambiente hospitalar, na área de Cardiologia, durante a Unidade Educacional Eletivo do 5º ano do curso de Medicina da UNIPLAC, no mês de Junho de 2016. A grande variedade de doenças, com seus diferentes potenciais de fatalidade, que se manifestam com dor torácica torna seu diagnóstico diferencial um ponto crítico na tomada de decisões clínicas emergenciais. Anualmente, milhares de indivíduos procuram serviços de emergência por dor torácica, com potencial de risco de estarem desenvolvendo uma síndrome coronariana aguda (SCA). A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros clássicos de cardiologia, diretrizes presentes nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e periódicos científicos da área de cardiologia onde utilizou-se como palavras-chave Síndrome Coronariana Aguda e Infarto Agudo do Miocárdio, constituindo a amostra de doze fontes. A isquemia miocárdica ocasionada pelas SCA é, em mais de 90% dos casos, atribuída à presença de placas ateroscleróticas, que dependendo do grau de obstrução e da intensidade isquêmica resultante surgem diferentes síndromes clínicas, as quais incluem Angina Instável, Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do segmento ST, bem como Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do segmento ST. A abordagem inicial do diagnóstico de SCA é realizado primeiramente através da história clínica, exame físico e exames complementares. A dor isquêmica é geralmente relatada como um peso, opressão, queimação, de difícil delimitação, sendo uma dor retroesternal ou precordial. Na maioria dos casos há irradiação para membros superiores, especialmente face ulnar do membro superior esquerdo, pescoço, mandíbula, sendo que a dor pode ser acompanhada de diaforese, náuseas e vômitos. O exame físico nos casos de SCA não é expressivo, sendo que costuma ser inespecífico. Contudo, alguns achados podem aumentar a probabilidade do seu diagnóstico como a presença de uma quarta bulha, terceira bulha e sopro sistólico. Além da história clínica e do exame físico, exames complementares são necessários para o diagnóstico de SCA, destacando-se o Eletrocardiograma (ECG), os marcadores de necrose cardíaca, mas também métodos diagnósticos acessórios como o Teste Ergométrico e Ecocardiograma. Todo paciente com queixa de dor torácica deve ser submetido, em até dez minutos após a admissão hospitalar, ao ECG, o qual fornece informações diagnósticas e prognósticas. O ECG deve ser interpretado baseando-se nos achados relacionados à isquemia miocárdica como supradesnível do segmento ST, infradesnível do segmento ST e inversão da onda T. Como conclusão, percebe-se a relevância do tema elegido para este estudo, considerando a abordagem inicial da SCA na emergência, destacando a significativa quantidade de atendimentos de pacientes com queixa principal de dor torácica nas salas de emergência com potencial de risco de estarem desenvolvendo uma SCA, tanto no contexto mundial, como durante as atividades realizadas no pronto atendimento cardiológico, um dos cenários vivenciados durante o Eletivo.

Palavras-chave


Infarto Agudo do Miocárdio; Síndrome Coronariana Aguda.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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