DIABETES AUTOIMUNE LATENTE DO ADULTO (LADA)

Jaderson de Francisco Bronner

Resumo


O Eletivo (Unidade Educacional) do 2º ano do curso de Medicina foi realizado na área de Medicina da Família e Comunidade. Neste período acompanhou-se pacientes portadoras de diabetes mellitus, sendo um dos tipos: o Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA). Partindo dessa realidade objetivou-se realizar uma breve revisão bibliográfica sobre o tema ''diabetes mellitus'' com enfoque no diabetes LADA. O método de revisão bibliográfica baseou-se em artigos publicados entre 2007 e 2014 nas bases de dados SciELO e um livro de Medicina Interna (Godman, 2014). Em 1985, especulava-se ter 30 milhões de adultos com DM no mundo; esse número aumentou para 135 milhões em 1995, alcançando 173 milhões em 2002, com estimativa de chegar a 300 milhões em 2030. No Brasil especulava-se cerca de seis milhões de portadores em 2006, e deve alcançar 15 milhões de pessoas em 2020 (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2014). O diabetes mellitus é um distúrbio metabólico caracterizado pela hiperglicemia. É dividido em dois tipos, o Tipo 1, identificado como dependente de insulina devido a uma destruição autoimune das células beta-pancreáticas e o Tipo 2, identificado como um distúrbio resistente à insulina. O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é resultado de processos genéticos, ambientais e principalmente autoimunes (80% dos casos). Já o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) tem alta disponibilidade genética associada a hábitos de vida não saudáveis. O diagnóstico depende de uma boa anamnese e se confirma diante de exames laboratoriais de glicemia de jejum e do teste de tolerância oral à glicose (GODMAN, 2014). O termo diabetes autoimune latente do adulto (LADA) é utilizado para definir pacientes diabéticos adultos que não necessitavam de insulina inicialmente, mas que possuíam autoanticorpos contra as células beta e progressão mais rápida para dependência de insulina. Embora a presença de qualquer um dos anticorpos (IAA, IA2, ICA, GADA) aponte autoimunidade em adultos diabéticos, o requerimento dos anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico (GADA) é preciso e, na maioria das vezes, suficiente, sendo os anticorpos GADA o mais sensível. O LADA divide semelhanças do DM1 e do DM2 clássicos, principalmente, em relação à perda da funcionalidade das células beta. O uso de insulina reduz a atividade das células beta, reduzindo a expressão antigênica e o processo autoimune, com diminuição da destruição das células beta, logo a insulinização é a melhor opção de tratamento para os pacientes portadores do diabetes LADA (CALSOLARI; ROSÁRIO; REIS; SILVA; PURISCH, 2007) Dessa forma, é necessário, para o diagnostico correto, além de uma anamnese completa, a solicitação de exames de laboratório anticorpos específicos, pois somente assim, o tratamento adequado será promovido ao paciente, eliminando hipóteses para outros prognósticos e apenas, limitando-se, ao bem estar do paciente com LADA.

REFERÊNCIAS

CALSOLARI, Maria Regina; ROSÁRIO, Pedro W. Souza do; REIS, Janice Sepúlveda; SILVA, Saulo Cavalcanti da; PURISCH, Saulo. Diabetes Auto-Imune Latente do Adulto ou Diabetes Melito Tipo 2 Magro? Arq Bras Endrocrinol Metab 2008;52/2. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/abem/v52n2/19.pdf> Acesso em: 25/07/2016

GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Tratado de medicina interna. CECIL – Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

SILVA, Maria Elizabeth Rossi da. Precisamos diagnosticar o diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA)? Arq Bras Endocrinol Metab vol.51 no.1 São Paulo Feb. 2007. Disponivel em: Acesso em 25/07/2016

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2013-2014; organização José Egidio Paulo de Oliveira, Sérgio Vencio. – São Paulo: AC Farmacêutica, 2014. Disponivel em: . Acesso em 15/08/2016

Palavras-chave


Doenças crônicas, Diabetes Mellitus, Auto-imunidade, Adulto



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