INVESTIGAÇÃO DE DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DE LOMBALGIA

Eduardo Foscaches da Cunha

Resumo


A lombalgia é uma das queixas mais comuns no ser humano, sendo que cerca de 80% das pessoas sinta-a em algum momento de sua vida. Ela possui uma lista extensa de diagnósticos diferenciais, e constitui 2,8% dos casos manejados por generalistas. Esse assunto foi intensamente abordado na Unidade Educacional Eletivo do 2º ano do Curso de Medicina-UNIPLAC, realizado na Atenção Primária de Saúde, na qual foram acompanhados diversos pacientes em consultas com essa queixa. O objetivo deste trabalho é abranger os principais diagnósticos diferenciais da queixa de lombalgia e sua investigação, e, desta forma, poder obter a etiologia e auxiliar a escolha de um tratamento eficaz para o paciente. Realizou-se a pesquisa em artigos na plataforma SciELO, publicados no período de 2012 a 2016. Lombalgias são classificadas pela duração, podendo aguda, crônica ou recorrente, ou pela causa, na qual se insere o diagnóstico diferencial. As lombalgias são dividas de acordo com a etiologia, nas quais se encontram as mecânicas não-irradiadas, responsáveis por aproximadamente 84% dos casos de lombalgia, as mecânicas irradiadas, 13% dos casos, as não-mecânicas, nas quais se encontram as neoplasias e infecções, responsáveis por 1% dos casos e as referidas, cuja origem provém de órgãos abdominais ou pélvicos, presentes em 2% dos casos. A causa mais comum de dor lombar é a distensão dos músculos da região, presente em 74% dos casos, e caracterizada por ser uma dor difusa e que pode ter irradiação para os glúteos. Devido à imensidão de diagnósticos diferenciais deste sintoma, foram criadas as chamadas red flags (bandeiras vermelhas, em tradução nossa), as quais são pontos abordados na anamnese e exame físico que implicam em um estudo etiológico mais aprofundado dessa dor. Elas indicam neoplasias, infecções, fraturas ou a síndrome da cauda equina. Durante a anamnese, deve-se investigar algum motivo que possa desencadear uma recorrência dessa dor, tal como o emprego do paciente e sua satisfação com ele, além de investigar o tipo, localização e delimitação da dor, a existência de fatores desencadeantes para a dor, observando se teve um início súbito ou gradual, atenuação ou agravação dos sintomas em determinadas posições e os sintomas associados. No exame físico, há diversas manobras a serem realizadas, destacando-se a manobra de Lasègue, útil para o diagnóstico de hérnia de disco. Deve-se suspeitar do paciente quando este demonstra uma reação excessiva às manobras realizadas, por isso é útil realizar algumas das manobras enquanto o paciente está distraído. É importante ressaltar que aproximadamente 80% das queixas são benignas, por isso, o tratamento é sintomático e conservador, com melhora do sintoma em poucos dias.

Palavras-chave


Lombalgia, Dor Lombar, Dor lombar/etiologia, Dor lombar/diagnóstico.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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