ABORDAGEM EM ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO

Aline Caldas

Resumo


A Alergologia é a especialidade médica que tem como objetivo o diagnóstico e o tratamento de reações alérgicas desenvolvidas pelo organismo em resposta a determinados fatores ou alérgenos, sendo auxiliada pela Imunologia, que aumenta o poder de tratamento e imunização nesta área de atuação. O seu avanço, mostra a real importância desta especialidade, pois com ela diminuiu-se os casos de morbimortalidade dos doentes alérgicos crônicos. Este trabalho tem como objetivo apresentar esta especialidade médica a partir da vivência em estágio e do aprofundamento teórico de determinada doença. A Unidade Educacional Eletivo do 3 º ano do Curso de Medicina da Uniplac permite ao estudante escolher uma área para aprofundamento teórico-prático. Esta foi realizada durante o mês de agosto de 2016, com 200 horas de atividades, sendo as práticas desenvolvidas em três hospitais e uma clínica particular, localizados em Brasília(DF), nos ambulatórios de alergia e imunologia. Pode-se conhecer a atuação e a conduta de profissionais frente a pacientes alérgicos. Neste período, acompanhou-se casos [C1] de Angioedema Hereditário (AEH), sendo este escolhido para uma breve revisão bibliográfica. Foram selecionados dois artigos, encontrados na Base de Dados Eletrônica SCIELO, arquivos presentes no site da ASBAI, sete livros, e um guideline. O AEH se caracteriza como uma doença genética rara, que gera mutação em genes específicos, levando à deficiência ou função inadequada do inibidor de C1 esterase. Esta proteína é responsável pelo controle inflamatório no corpo. Quando esta, não está adequada, ocorre produção exagerada de substâncias inflamatórias, e assim os vasos sanguíneos permitem a saída de plasma do lúmem para o interstício, promovendo a manifestação clínica mais comum, o edema tecidual exacerbado, acometendo desde região subcutânea até sistema gastrointestinal e respiratório, com duração de 2 a 5 dias. Como sua manifestação mais comum é genérica, seu diagnóstico se torna difícil. Para conclui-lo, o paciente precisa não responder a anti-histamínicos ou corticoides, ter história clínica, exame físico e testes laboratoriais de dosagem de C4, C1-INH compatíveis com a doença. Embora a maioria dos casos o AEH seja de herança genética, existem pacientes que manifestam a doença através de mutação espontânea do gene. As manifestações em forma de edema leve, não levam a morte, porém, quando o paciente se encontra em crise grave, pode levar a edemas internos e então ser fatal. Não existe cura para o AEH, mas os sintomas podem ser tratados, controlando-os e promovendo melhora na qualidade de vida dos pacientes. Atualmente, o tratamento se faz de forma profilática e/ou para crises. Os profiláticos disponíveis no Brasil, são os androgênios atenuados ou os antifibrinolíticos. Para as crises, promove-se a reposição de C1-INH através de plasma fresco (EV) ou por antagonistas de receptores de bradicininas. O estudo sobre AEH foi válido, pois percebeu-se a importância do diagnóstico da doença para o tratamento e possibilidade de melhora na qualidade de vida do paciente. Considera-se que a imersão nesta rotina, permitiu conhecer e aprofundar doenças incomuns na clínica geral, acrescentando aprendizado, não apenas acadêmico, mas também pessoal.

Palavras-chave


Alergologia;Angioedema Hereditário; Estágio Clínico.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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