ESTUDO DE CASO SOBRE ÚLCERA DE MARJOLIN POR TRAUMA TÉRMICO CRÔNICO

Lucas Werner Barp

Resumo


Úlcera de Marjolin é a lesão dada pela transformação maligna de um processo cicatricial, podendo ser aguda, quando o câncer se instala em até um ano após o trauma que gerou a cicatriz; ou crônica, após este período. O mais comum é que a lesão se apresente como carcinoma espinocelular, embora também possa ser dada por basocelular, melanoma ou sarcoma. O aprofundamento neste tema tem como objetivo salientar a importância do correto diagnóstico da patologia, usando-se de práticas como o estudo histopatológico com a biópsia do tecido e a exérese da lesão com margem mínima de segurança, para se realizar o manejo correto do paciente. O presente relato de caso busca aprofundar conhecimentos sobre Úlcera de Marjolin, com base nas atividades práticas realizadas em campo médico, junto aos profissionais e suas respectivas equipes, na área médica de Cirurgia Plástica. Este trabalho teve origem em atividades acadêmicas, seguindo as normas de solicitação de consentimento do paciente, com fundamentação na pesquisa em artigos, diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil e livros sobre o tema. O uso de métodos embasados no atendimento ambulatorial e resolução cirúrgica da lesão garante ao paciente menor risco de morbidade e mortalidade com o desenvolvimento do carcinoma instalado na ulceração da cicatriz. De ocorrência relativamente rara, sua prevalência está em 2% das cicatrizes secundárias que sofrem malignização. O paciente em análise sofreu trauma com exposição térmica excessiva, quando ainda na infância suas roupas incendiaram em uma fornalha, recebendo cuidados equivocados ao longo da vida, como medidas caseiras, ervas e medicações tópicas. A biópsia sugeriu carcinoma espinocelular para o material coletado. Fora realizada exérese completa da lesão em dorso, que contava com aproximadamente 30cm de diâmetro, com posterior debridamento para aplicação de enxerto local. Desde o século XIX, tem-se conhecimento do desenvolvimento de carcinoma em tecido cicatricial, mas recentes são as preocupações em estabelecer um atendimento diferenciado ao paciente portador da Úlcera de Marjolin, já que sua fisiopatologia ainda está em fase de esclarecimento. Conclui-se que, uma abordagem clínica detalhada, associada à confirmação por biópsias repetidas, forma uma conduta segura a ser tomada, evitando-se os falsos negativos que possam se apresentar.

Palavras-chave


Queimadura. Úlcera. Carcinoma Espinocelular. Carcinoma Basocelular.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC