TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

Amanda Cecatto

Resumo


Introdução: O tromboembolismo pulmonar é uma doença frequente, porém pouco diagnosticada, por ser uma doença que apresenta sinais e sintomas pouco específicos. O TEP ainda é uma das principais causas diretas de óbito em indivíduos hospitalizados, além de ser a mais frequente complicação pulmonar aguda nesse grupo de paciente. No Brasil não há estudos conclusivos sobre a sua real incidência, mas nos EUA estudos recentes realizados em comunidades, mostraram uma incidência anual de 60 – 70 casos por 1000.000 habitantes. Objetivo: Demonstrar os principais fatores de risco (FR), sinais e sintomas e fisiopatologia do TEP. Método: Esse estudo foi elaborado a partir de uma revisão de literatura em bases de dados (Scielo e Google Acadêmico), publicados no período entre 2003 e 2010. Resultado: Tromboembolismo pulmonar consiste na obstrução aguda da circulação arterial pulmonar pela instalação de coágulos sanguíneos, geralmente oriundos da circulação venosa sistêmica, com redução ou cessação do fluxo sanguíneo pulmonar para a área afetada. As repercussões do TEP são primariamente hemodinâmicas e surgem quando mais que 30 a 50% do leito arterial pulmonar esta ocluído. Êmbolos grandes ou múltiplos podem aumentar abruptamente a pressão na artéria pulmonar até níveis não tolerados pelo ventrículo direito, levando rapidamente a morte por dissociação eletromecânica. Mesmo que a obstrução não seja maciça, o paciente pode apresentar sincope e ou hipotensão devido ao baixo debito, secundário a falência do VD ou a insuficiência diastólica do ventrículo esquerdo causada pelo movimento discinético do septo interventricular consequente a sobrecarga pressórica do VD. Sua fisiopatologia esta intrinsecamente ligada a trombose venosa profunda (TVP), pois aproximadamente 79% dos pacientes com TEP tem evidencia de TVP nos membros inferiores e 50% dos pacientes com TVP apresentam embolização pulmonar. Os maiores fatores de risco para TEP são cirurgia abdominal ou pélvica, prótese de joelho ou quadril, necessidade pós-operatória de UTI, parto cesáreo, pré-eclâmpsia, puerpério, fratura, varizes, neoplasias malignas abdominal ou pélvica e episódios prévios de tromboembolismo venoso (TEV). Os principais sinais e sintomas de TEP são dispneia, dor pleurítica, tosse, dor nos membros inferiores, hemoptise, frequência respiratória > 20 ipm, estertores crepitantes, frequência cardíaca > 100 bpm. Para o diagnostico pode-se utilizar suspeita clínica (cenário clinico e fatores de risco), radiografia de tórax, gasometria arterial, D-dímeros, eletro e ecocardiograma, cintilografia, angiotomografia e arteriografia pulmonar. As medidas gerais de tratamento têm por objetivo a estabilidade clínica e hemodinâmica oferecendo, se necessário, suporte farmacológico, com agentes inotrópicos e vasoconstritores, e suporte ventilatório. Conclusão: O conhecimento dos sinais e sintomas e fatores de risco de TEP são importantes, pois não se trata de uma doença que aparece apenas no consultório do cardiologista ou nas salas de emergência, mas sim de uma enfermidade que surge como condição primaria ou como complicação, em qualquer área da medicina e a demora no diagnostico, tem repercussões muito sérias, culminando no aumento da mortalidade de pessoas com TEP (Mortalidade em pacientes hospitalizados, varia entre 6 e 5%).

Palavras-chave


Tromboembolismo, Incidência, Trombose, Diagnostico.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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