RELATO DE CASO: ASCITE EM PACIENTE JOVEM DECORRENTE DE TUMOR OVARIANO

Cláudia A. Modesti

Resumo


O estudo baseia-se no relato de caso de uma paciente do sexo feminino, 26 anos, que interna no serviço de gastroenterologia do Hospital e Maternidade Tereza Ramos/ Lages (SC) com quadro de ascite volumosa. Após a investigação clínica, a paciente realizou exames laboratoriais e de imagem que se apresentaram alterados, entre eles o marcador tumoral CA 125 que apresentou valor de 1820U/ml e a tomografia de abdome que evidenciava “presença de massa sólida-cística medindo 9,0cm x 5,5cm em ovário direito”. Diante do quadro, a principal hipótese diagnóstica para o caso foi de neoplasia ovariana, visto o elevado valor do CA 125 e o laudo tomográfico que evidenciava massa ovariana. Além disso, o tumor era suspeito de malignidade, por ser sólido-cístico, maior que 8cm, associado a CA 125 > 200U/ml e com presença de ascite volumosa. Dessa forma, a melhor conduta indicada para o caso consistia na realização de laparotomia diagnóstica (biópsia) e terapêutica, com extração tumoral. Esse caso merece destaque visto que mais de 80% dos tumores ovarianos encontrados em mulheres durante o menacme, são benignos. O principal objetivo deste trabalho é alertar sobre a neoplasia ovariana, doença silenciosa que na maioria dos casos manifesta sintomas apenas nas fases mais avançadas da doença e que por este motivo, apresenta o pior prognóstico entre os cânceres da esfera ginecológica. Em relação à metodologia, as informações evidenciadas no trabalho foram obtidas por meio de entrevista com a paciente, revisão de seu prontuário e análise dos exames complementares, após preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Posteriormente, o caso foi submetido a uma revisão bibliográfica em livros e artigos médicos atuais relacionados ao tema. Por fim, conclui-se que o tumor ovariano é uma doença silenciosa e não há um exame de rastreio que permita sua identificação precoce. Dessa forma, ressalta-se a importância de realizar um acompanhamento anual com um médico ginecologista, na tentativa de detectar precocemente possíveis massas pélvicas que venham a surgir, objetivando uma terapêutica eficaz, capaz de alterar satisfatoriamente o prognóstico dessa doença.

Palavras-chave


Medicina; Ascite; Neoplasia Ovariana



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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