TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA COQUELUCHE NA PEDIATRIA

Maria Fernanda O. da Silva

Resumo


O Curso de Medicina da UNIPLAC utiliza metodologia ativa de ensino e aprendizagem, como a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP). Inserida nessa metodologia, está a Unidade Educacional Eletivo – atividade teórico-prática que possibilita ao estudante a vivência do profissional médico, a partir do interesse de cada estudante. Em 2016, a área escolhida para tal vivência foi a Pediatria, sendo o tratamento medicamentoso da coqueluche, o tema específico para o presente trabalho. Após vivência durante o eletivo, realizou-se breve revisão bibliográfica em artigos e livros publicados entre 2012 e 2014. A coqueluche é uma doença aguda infecciosa, altamente transmissível através de gotículas de secreção da orofaringe, que acomete principalmente traqueia e brônquios. O principal agente etiológico é o bacilo gram negativo Bordetella pertussis. O quadro clínico da doença se apresenta em 3 fases. No final da primeira fase, a Fase Catarral, há início de tosse seca. A Fase Paroxística, caracteriza-se por 5-10 episódios de tosse durante uma expiração, podendo haver presenta de guincho ao final da tosse e início da inspiração, e na fase final, ou de Convalescença, há diminuição da intensidade e gravidade da tosse. O tratamento da tosse com medicamentos antitussígenos não demonstra eficácia e o tratamento com antibiótico só modifica o curso da doença para o indivíduo infectado, se iniciado na Fase Catarral. Após essa fase, o benefício é relacionado à não transmissão à indivíduos sadios. Até 2005, o tratamento da coqueluche era realizado com a Eritromicina. – antibiótico macrolídeo eficaz para a doença em questão. A Eritromicina é composta por um anel de lactona com vários membros ligantes, e tem ação bacteriostática, inibindo a síntese de proteínas bacterianas por se ligarem às subunidades ribossômicas 50S de microrganismos sensíveis. Em microrganismos muito sensíveis, a Eritromicina pode ser bactericida. Entretanto, o longo tempo de tratamento e a posologia indicada, limitavam seu uso. Atualmente, o tratamento de primeira escolha é realizado com Azitromicina, também da classe dos antibióticos macrolídeos, mas com perfil mais favorável à adesão medicamentosa. A Azitromicina é um derivado semissintético da Eritromicina, mas contém um nitrogênio metil-substituído no anel de lactona. A Claritromicina é o tratamento de segunda escolha. É também um derivado semissintético da Eritromicina, mas com uma metilação no grupo hidroxilase na posição 6. Os macrolídeos podem ser administrados viral oral ou parenteral. Os antibióticos citados se difundem pela maioria dos tecidos, sem cruzar a barreira hematoencefálica. A meia vida plasmática, ou seja, o tempo que leva para que a concentração sérica seja reduzida à sua metade é de 90 minutos para a Eritromicina, 4 horas e meia para a Claritromicina e até 24 horas para a Azitromicina. O tempo de meia vida justifica ainda a possibilidade de um tratamento com posologia mais confortável. O tratamento com Azitromicina e Claritromicina é facilitado pela posologia ser de 1 vez ao dia e 2 vezes ao dia, respectivamente, e duração do tratamento de 5 e 7 dias, também respectivamente. O esquema terapêutico para tratamento e profilaxia da coqueluche na pediatria, são semelhantes.

Palavras-chave


coqueluche; pediatria; tratamento; medicamento



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ISSN 2447-2107
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