DOENÇA ÓSSEA DE PAGET

Bianca Pasqualini

Resumo


O presente trabalho expõe um estudo realizado na área médica na especialidade de Ortopedia e Traumatologia, sob a supervisão de uma equipe de profissionais durante a Unidade Educacional Eletivo, entre os dias 01/08 a 25/08 do ano 2016. As atividades foram realizadas em três setores do Hospital Governador Celso Ramos, localizado na cidade de Florianópolis-SC, incluindo ambiente ambulatorial, emergência e centro cirúrgico, de natureza pública cuja duração foi de 120 horas práticas. Neste período acompanhou-se as consultas e os procedimentos cirúrgicos realizados pelos médicos orientadores, com o intuito de vivenciar a realidade e adquirir alicerces na área da Ortopedia. O objetivo deste estudo é apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre Doença óssea de Paget, haja vista a importância de conhecer a respeito dessa enfermidade que é pouco difundida no meio acadêmico. Devido à relevância do tema e a deficiência de pesquisas atuais, deu-se a necessidade de arquitetar conhecimentos a respeito. As informações foram colhidas em 11 artigos da base de dados eletrônicos Google Scholar, Pubmed e Scielo, utilizando-se as palavras-chave: "Doença óssea de Paget", "Paget" e "Osteíte deformante". Considera-se, por meio dos estudos teóricos, que a doença óssea de Paget é uma enfermidade osteometabólica, que afeta um ou mais sítios do esqueleto, caracterizada pela alteração localizada do processo de remodelação óssea, que se inicia por aumento acentuado da reabsorção óssea pelos osteoclastos, com subsequente aumento da formação óssea pelos osteoblastos, resultando em um tecido ósseo desorganizado, com diminuição da força e da qualidade nos locais afetados. É assintomática em 70-90% dos casos e os ossos mais atingidos são crânio, pelve, vértebras, fêmur e tíbia. Os sintomas, quando presentes, se associam a dor óssea, deformidades, fratura patológica, osteoartrite secundária e surdez. De evolução progressiva e crônica, o pico de prevalência ocorre após a quarta década de vida e com predomínio do sexo masculino. A etiologia da doença ainda permanece controversa, mas as hipóteses ressaltam os fatores genéticos, ambientais e a relação da doença com uma infecção viral. O diagnóstico é realizado através da história clínica, métodos de imagem e exames laboratoriais. Aliado a isso, achados no exame físico devem ser investigados, como maior velocidade de crescimento ósseo e aumento de temperatura no local acometido. Para tanto, a ausência de sintomas pode retardar o diagnóstico. No tratamento medicamentoso, os bifosfonatos são a terapêutica de primeira linha. Assim, apesar de ser uma doença pouco difundida, o seu valor é de extrema importância e o seu conhecimento deve ser disseminado entre a população e a classe médica, no intuito de conscientizar sobre a sua existência e a detecção precoce

Palavras-chave


Doença óssea de Paget, Paget, Osteíte deformante



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