REVISÃO DE LITERATURA REFERENTE A SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON

Débora Taíne Bosse

Resumo


A realização desta revisão de literatura resulta da experiência vivenciada durante o Estágio Eletivo do 2º ano do curso de medicina, na área da infectologia do Hospital e Maternidade Tereza Ramos. A especialidade da infectologia abrange áreas de conhecimento diversificadas, incluindo o estudo, diagnóstico e enfrentamento de doenças infecciosas ou emergentes, epidemias e imunologia.O principal objetivo deste trabalho é realizar uma revisão de literatura sobre a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ).Foram utilizados como fonte de pesquisa artigos publicados entre 2006 e 2014 e no site da Sociedade Brasileira de Infectologia.Após realizada a experiência prática no campo de Estágio Eletivo e a pesquisa em alguns artigos científicos é possível definir a Síndrome de Stevens-Johnson como uma doença inflamatória, aguda, que afeta pele e membranas mucosas. Essa síndrome é causada por uma reação de hipersensibilidade a imunocomplexos e pode ser desencadeada por uso de fármacos (penicilinas, sulfas, fenobarbital), infecções virais, bacterianas ou fúngicas (vírus herpes simples, HIV, influenza, hepatite, difteria, brucelose, histoplasmose), e neoplasias (carcinomas e linfomas). A prevalência da SSJ é estimada entre 1 a 6 casos por milhão de pessoas, porém dados brasileiros ainda são escassos sobre sua prevalência, sabemos apenas que variam de 1,2 a 6 casos por milhão de pessoas ao ano, levando a morte em cerca de 5% dos casos. O quadro clínico desta síndrome se caracteriza por eritema cutâneo iniciado com aparecimento de máculas que se tornam pápulas, vesículas, bolhas, placas de urticária ou eritema confluente, as lesões podem aumentar em tamanho e número. Pode estar presente o sinal de Nicolsky, caracterizado pelo desprendimento da pele lesionada com leve fricção, deixando-a assim exposta a infecções secundárias. Como a SSJ atinge áreas de mucosa, é comum (39% a 61% dos casos) o comprometimento ocular apresentando diversas complicações.Não há tratamento específico para a SSJ, no entanto é importante o diagnóstico precoce, para que seja feita a retirado o fármaco desencadeador, diminuindo assim o aparecimento de novas lesões. É recomendada que seja feita a intervenção no paciente em Unidades de Terapia de Queimados, já que as lesões de pele são tratadas como queimaduras. Muitas vezes é realizado o desbridamento cirúrgico. Um cuidado essencial é a manutenção de um ambiente estéril com manipulação cuidadosa e asséptica do paciente, para evitar infecções secundárias. Além disso é importante que haja administração de medicamentos para controle da dor e ansiedade do enfermo. Alguns fármacos como as imunoglobulinas e a ciclosporina já foram usadas em tratamentos da SSJ, porém não há evidências científicas de que atingiram o nível de eficácia desejado. Após a realização da pesquisa, podemos entender que a Síndrome de Stevens-Johnson é considerada uma emergência dermatológica, já que demanda uma rápida ação de retirada do agente desencadeador. Ademais, é uma doença de baixa prevalência, mas com um considerável índice de mortalidade.

Palavras-chave


Síndrome de Stevens-Johnson, Emergência dermatológica, Fármacos, Hipersensibilidade.



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ISSN 2447-2107
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