Epidemiologia da coinfecção HIV/TB com enfoque em Santa Catarina

Marina Arns

Resumo


O interesse por esta revisão de literatura surgiu a partir das experiências vivenciadas durante o período de Estágio Eletivo do 2° ano do curso de Medicina da Universidade do Planalto Catarinense, realizado no serviço de Infectologia do Hospital Tereza Ramos. O foco deste trabalho é estabelecer uma relação epidemiológica sobre a coinfecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) com a Tuberculose (TB), destacando os dados do estado de Santa Catarina e apresentando dados de relevância da cidade de Lages-SC. Foi realizada uma revisão de literatura com pesquisa através de base de dados do Portal Regional da Biblioteca Virtual de Saúde, utilizando artigos de base de dados como SCIELO e Scientia Medica, além de literaturas como Medicina Interna de Harrison. O HIV é um vírus de RNA sexualmente transmissível cuja definição é, segundo Fauci e Lane (2014), complexa e abrangente e não deve ser utilizada na prática para guiar a assistência aos pacientes, mas sim ser considerada um espectro abrangendo infecção primária com ou sem apresentação de síndrome aguda, período assintomático e doenças oportunistas avançadas. Dentre estas, uma de grande importância é a TB, uma doença infecciosa antiga, causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, que teve relevante incidência no século XX. Alguns estudos chegaram a prever que ela seria erradicada em países desenvolvidos, entretanto com o advento da descoberta da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, do inglês), em 1981, observa-se que independente da classificação socioeconômica do país os números de casos de pessoas coinfectadas por TB/HIV é crescente. Pesquisas referem que a chance de um indivíduo com a presença do M. tuberculosis desenvolver a doença ao longo de toda a sua vida é de 10% e em indivíduos portadores do HIV a probabilidade de desenvolver TB é 10% ao ano. Além disso, dados indicam que a mortalidade para pacientes coinfectados com HIV/TB é mais elevada do que pacientes apenas com TB. Portanto, a contaminação pelo HIV é considerada um importante fator de risco para o desenvolvimento da tuberculose. Considerando a relevância desta coinfecção, Mendonça e Franco (2015) realizaram estudo avaliando o risco epidemiológico e de desempenho de programas de controle da doença no estado de Santa Catarina no período de 2003-2010, que demonstrou que a situação do estado quando comparada ao restante do Brasil é satisfatória. Entretanto, quando considerada a cidade de Lages, esta apresentou o maior escore de proporção de coinfecção TB/HIV, chamando a atenção para a necessidade de se estabelecerem programas de controle do paciente imunodeprimido mais bem estruturados em nossa cidade. A presente revisão contribuiu paraelucidar aspectos epidemiológicos vivenciados no período do Estágio do Eletivo, destaca-se a predominância de infecção¿ do sexo masculino e da faixa etária de 20 a 39 anos constatada também nos casos acompanhados.

Palavras-chave


Tuberculose; Coinfecção; Epidemiologia; HIV



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