EXPERIÊNCIAS DE ESTÁGIO ELETIVO: REVISANDO O TUMOR ESTROMAL NO TRATO GASTROINTESTINAL

Fernanda Orlandini do Nascimento

Resumo


Esse trabalho aborda experiências vivenciadas no setor de Clínica Cirúrgica do Hospital São Lucas em Cascavel (PR), o qual englobou aprendizados sobre doenças gastrointestinais, tumores e outras patologias do trato digestório. Essa prática visava a identificação do manejo do exame físico realizado nas consultas pré-operatórias, o acompanhamento da anamnese realizada no setor do ambulatório do Sistema Único de Saúde do Hospital, a compreensão dos mecanismos e orientações utilizadas no pós-operatório, e por fim o aprofundamento dos conhecimentos sobre anatomia humana durante as cirurgias. Esta prática curricular esteve inserida na Unidade Educacional Eletivo do terceiro ano de medicina, com carga horária de 120 horas durante julho/2016. O objetivo deste estudo é relatar a experiência vivenciada com ênfase no estudo aprofundado do Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST). A rotina em campo, de um modo geral, abrangia o convívio com pacientes com diagnóstico cirúrgico para Colecistectomia, Herniorrafias, Fístulas anais, Bariátricas, Tumores gastrointestinais e Hemorroidectomias, além de realizar consultas em pacientes com queixas gastrointestinais e principalmente, seu acompanhamento no pós-operatório. De um modo mais específico, foi possível obter conhecimentos detalhados sobre a fisiopatologia, epidemiologia, diagnóstico, manifestações clínicas do GIST, presente em um paciente acompanhado no referido Hospital. O objetivo desse estudo é apresentar uma breve revisão bibliográfica sobre o Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) abordando que tal tumor se origina no trato gastrointestinal, representando 80% dos tumores mesenquimais do trato digestivo e constituindo 5% de todos os sarcomas podendo se localizar no esôfago, estômago, intestino delgado e reto. Eles são frequentemente assintomáticos, sendo diagnosticados incidentalmente por exames de imagem ou endoscópicos, porém quando sintomáticos se apresentam por dor abdominal, hemorragias, sintomas dispépticos e anemia ferropriva. Em se tratando do diagnóstico, o GIST é baseado no quadro clínico, nos métodos de imagem, endoscopia e na histologia e por fim, o tratamento pode ser cirúrgico, medicamentoso e endoscópico. Contudo, a escolha depende de vários fatores, podendo abranger mais de um método, sendo a ressecção cirúrgica completa do tumor o único tratamento capaz de proporcionar cura. As fontes para realizar esse estudo foram consultadas em três artigos de periódicos eletrônicos publicados entre 2007 e 2011, na Biblioteca Virtual em Saúde e em livro de clínica cirúrgica utilizando o descritor Tumores Estromais Gastrointestinais. Portanto, os GISTs são um dos tumores mesenquimais relativamente mais comuns na contemporaneidade, localizados no trato gastrointesostinal podendo abranger do esôfago ao canal anal. Além disso, dependendo da descoberta do diagnóstico, a evolução pode não favorecer ao paciente, sendo necessário para o estabelecimento do diagnóstico o grau elevado de suspeição. Sendo assim, o maior avanço em termos de diagnóstico foi certamente o reconhecimento de c-kit como marcador imunoistoquímico destes tumores, trazendo um maior entendimento de sua origem, fisiopatologia e tratamento.

Palavras-chave


Tumor Estromal Gastrointestinal,Clínica Cirúrgica, Proteína c-Kit.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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