PRINCIPAIS ACHADOS RADIOGRÁFICOS NO HIPERPARATIREOIDISMO

Paula Dierschnabel Weis

Resumo


O presente trabalho apresenta uma breve revisão bibliográfica acerca dos principais achados radiológicos no Hiperparatireoidismo, no qual ocorre aumento da produção do paratormônio e consequente reabsorção óssea que pode ser visualizada em imagens radiológicas. Este estudo foi realizado a partir da experiência vivenciada na área de radiologia durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, no período de 20 de Junho à 08 de Julho de 2016. O objetivo deste estudo consiste em revisar publicações acerca dos achados radiológicos do Hiperparatireoidismo, enfatizando sua manifestação radiológica mais comum, a reabsorção óssea. A metodologia utilizada constitui uma revisão bibliográfica em sete literaturas baseadas em pesquisas em bases indexadas SciELO e LILACS, livros de Endocrinologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, e artigos publicados veiculados entre 2000 e 2014, com assuntos relacionados à etiologia do Hiperparatireoidismo e suas manifestações radiológicas. As palavras-chaves incluíram: Hiperparatireoidismo, Reabsorção Óssea e Radiologia. O hiperparatireoidismo se divide em formas primárias, secundárias e terciárias. O hiperparatireoidismo primário resulta da secreção excessiva de Paratormônio (PTH), sendo causado por adenoma único da paratireoide em 80% dos casos, pela hiperplasia primária em 15% e em 1% - 2% por carcinoma da paratireoide (SUTTON, 2003). A apresentação esquelética clássica do HPP é a osteíte fibrosa cística, que é definida por uma combinação de reabsorção subperiosteal, principalmente nas falanges distais e no crânio, cistos ósseos, tumores marrons nos ossos longos, osteoporose e fraturas (GOLDMAN; AUSIELLO, 2009). No hiperparatireoidismo secundário ocorre hiperplasia das paratireoides envolvendo todas as glândulas, em resposta a uma hipercalcemia persistente. Ocorre calcificação das artérias e das partes moles, no entanto é mais comum a presença de osteodistrofia renal (SUTTON, 2003). Como no HPP, o achado mais comum no hiperparatireoidismo secundário da osteodistrofia renal é a reabsorção subperiosteal. (GREENSPAN; STREWLER, 2000). O hiperparatireoidismo terciário ocorre quando as glândulas hiperplasiadas em consequência de uma hipocalcemia persistente tornam-se autônomas, continuando a produzir elevadas quantidades de PTH, o que não diminui com o transplante renal. Pode ocorrer por autonomização adenomatosa de uma ou mais glândulas hiperplasiadas (GONÇALVES; RODRIGUES, 2002). Na radiografia observa-se reabsorção subperiosteal, subligamentar, endosteal, intracortical e subcontral ao nível de mãos, clavículas, colo femoral, sínfise púbica, sacroilíaca, calota craniana e lâmina dura. Osteoesclerose secundária à calcificação desordenada do osteoide pode ocorrer (HARTMANN et al., 2014). O local mais precoce em que observamos reabsorção óssea subperiosteal é a falange média do segundo e terceiro dedos, em seu aspecto radial (CARDOSO et al., 2007). A contribuição da imagiologia óssea, nomeadamente através da radiologia convencional, no diagnóstico da ODR é variável, dependendo da experiência do radiologista e dos meios técnicos disponíveis (FERREIRA, 2008).

Palavras-chave


Hiperparatireoidismo, Reabsorção Óssea, Radiologia



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