CRISE TIREOTÓXICA

Cainan Brahm da Silva

Resumo


RESUMO


Este trabalho relata brevemente a Experiência realizada ao longo da Unidade Educacional Eletivo (Eletivo) 2º Ano do curso de Medicina, na pediatria, UTI neonatal e adulta, vivenciada no Hospital Hélio Anjos Ortiz na cidade de Curitibanos –SC. O Eletivo proporcionou ampliar o conhecimento clínico através da observação dos atendimentos e procedimentos realizados pelo orientador ao longo de 120h de atividades práticas, além disso identificar critérios para elaboração de diagnóstico, prevenção e tratamento de diversas doenças. Destaca-se entre tantas situações acompanhadas, o caso de uma crise tireotóxica (ou tempestade tiroidiana), que é extremamente rara, porém de diagnóstico principalmente clínico. O objetivo é apresentar dados sobre Crise Tireotóxica (CT) através de uma revisão bibliográfica em cinco referências bibliográficas publicados em periódicos como Scielo, Revista de Medicina de Minas Gerais e etc. A CT é conceituada como hipersecreção aguda e inapropriada de hormônios tireoidianos, constitui uma exacerbação aguda do estado hipertireóideo e representa o grau máximo de expressão clínica da tireotoxicose. É uma condição rara e fatal, se não diagnosticada rapidamente. Apesar de a CT poder se desenvolver em pacientes hipertireóideos de longa duração, ela se manifesta mais freqüentemente associada a um evento agudo como: período pós-cirurgias, tireoidianas ou não, infecção, trauma, sobrecarga aguda de iodo, uso de drogas anticolinérgicas e adrenérgicas, gravidez, ingestão de hormônio tireoidiano, embolia pulmonar, cetoacidose diabética ou acidente vascular cerebral. Geralmente, os pacientes apresentam história de hipertireoidismo e mostram as características clínicas da síndrome, exacerbadas e com maior gravidade. O diagnóstico é basicamente clínico, apenas auxiliado por exames laboratoriais que identificam aumento nas concentrações dos hormônios tiroidianos livres. Se o paciente apresentar quadro clínico compatível, não se deve retardar o início do tratamento, aguardando testes laboratoriais. Devido a patogenia destacada, inúmeros sinais e sintomas acompanham o quadro da crise, a literatura cita como principais a hipertemia, taquicardia, sinais de disfunção do sistema nervoso central, hipertensão arterial sistêmica e insuficiência cardíaca. Os autores consultados recomendam como tratamento a correção do hipertireoidismo com a utilização de Propiltiouracil, fármaco que age inibindo a síntese de hormônios tiroidianos e inibe a conversão periférica de T4 em T3, além do tratamento sintomático com correção da hiperpirexia e hidratação venosa. O tratamento adequado é de alta importância, visto que a crise apresenta elevada taxa de mortalidade, em torno de 30%.

Palavras-chave


Relatório de experiência, Unidade educacional Eletivo, UTI adulta, Pediatria, Crise Tireotóxica.



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