EFETIVIDADE DA HIGIENIZAÇÃO ORAL NA REDUÇÃO DOS ÍNDICES DE PNEUMONIA ASSOCIADA A VENTILAÇÃO MECÂNICA EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA

Leticia Kauling, Anderson Stringari, Ana Cristina Souza Pinto de Arruda, Priscila Zanchett da Silva, Ricardo Rath Gargioni, susana rath gargioni, Anelise Masiero

Resumo


As afecções bucais tem se mostrado como um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças sistêmicas. Em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) o quadro sistêmico pode ser agravado uma vez que infecções bucais podem evoluir para infecções sistêmicas, resultando muitas vezes, no óbito do paciente. Dentre as doenças sistêmicas, merece destaque a Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV), que segundo a literatura a segunda causa de infecção hospitalar e a responsável por taxas significativas de morbidade e mortalidade em pacientes de todas as idades. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a efetividade de um protocolo de higienização oral na redução nos índices de PAV em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva em Hospitais de um município de médio porte da Serra Catarinense. O presente estudo caracterizou-se como um estudo transversal, observacional descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UNIPLAC. Foi realizado em uma Unidade de Terapia Intesiva para atendimento de pacientes adultos(UTI). Considerou-se como critérios de inclusão pacientes adultos, com idade igual ou superior a 16 anos, internados na Unidade de Terapia Intensiva, sob ventilação mecânica por pelos menos de 24 horas e perspectiva de duração desta por período superior a 72 horas. O estudo foi desenvolvido em duas etapas: 1º momento: Realizou-se o acompanhamento dos registros de incidência da (PAV) nos pacientes internados na UTI de um Hospital Filantrópico de Grande Porte, durante o período de 3 meses consecutivos, sem interferir no protocolo de higienização oral que era realizado pelos técnicos de enfermagem; 2º momento: Instituição do protocolo padronizado de higiene oral e acompanhamento dos registros de incidência da (PAV) nos pacientes internados na UTI, durante o período de 3 meses consecutivos. Neste período de 6 meses foram incluídos no estudo 59 pacientes, sendo 40 na primeira etapa e 19 na segunda etapa. Do total de pacientes 57,50% na primeira etapa, e 47,40% na segunda etapa apresentaram PAV. A Análise estatística pelo teste do Qui-Quadrado não identificou diferença estatística entre os grupos, (p= 0.2027) embora tenha se observado redução no percentual de incidência de PAV, após a instituição do protocolo padronizado de higienização oral. Acredita-se que este resultado se justifica pelo número reduzido de pacientes da segunda etapa em relação à primeira.

Palavras-chave


Higienização Oral, Pneumonia Aspirativa, Unidade de Terapia Intensiva



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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