MINICOMPOSTAGEM ECOLÓGICA: UMA ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA DE LAGES (SC)

Silvia Maria Alves da Silva de Oliveira, Mariane Souza Melo de Liz, Regiane de Oliveira, Thayna Menegotto da Cruz, Lúcia Ceccato DE Lima, Ana Emília Siegloch

Resumo


Encontrar soluções mais adequadas para a destinação dos resíduos produzidos é um grande desafio da sociedade atual. A Lei Federal n° 12.305/2010 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios e objetivos, sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento, as responsabilidades dos geradores e do poder público. Essa lei traz a compostagem como uma forma de destinação final ambientalmente adequada para os resíduos orgânicos, favorecendo a reciclagem e minimizando a contaminação do solo, da água e do ar. Em 2013 várias escolas públicas de Lages/SC aderiram ao Projeto “Lixo Orgânico Zero” desenvolvendo a prática denominada de Minicompostagem Ecológica (MCE) que consiste na destinação dos resíduos orgânicos no espaço onde é gerado. O objetivo deste estudo foi levantar informações sobre as escolas municipais e estaduais de educação básica que aderiram a MCE e que continuam desenvolvendo esta prática até o momento. Em maio/2015 foi aplicado junto aos diretores o instrumento para coleta de dados que consistiu em formulário com questões sobre a destinação dos resíduos orgânicos da escola e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Quarenta e seis diretores participaram da pesquisa. Destes, 38 (83%) diretores relataram que suas escolas fazem a MCE, sendo que duas escolas já destinavam o material orgânico em seus terrenos desde 2012 (5,2%), 24 escolas iniciaram a MCE em 2013 (63,2%) e 12 escolas iniciaram em 2014 (31,6%). Das escolas que aderiram à prática da MCE verificamos que 63,2% continuam com a prática até o momento enquanto que 36,8 % pararam a atividade. O tamanho médio dos espaços utilizados para a MCE foi de 19,81m². Os resíduos orgânicos foram utilizados principalmente para otimização de hortas (67,4%) e jardins (26,1%). Este estudo mostrou a participação de gestores, professores, assistentes pedagógicos, merendeiras, funcionários terceirizados e serviços gerais nas práticas de destinação de resíduos orgânicos à MCE. Dentre os professores que incorporaram a prática da MCE como estratégia de Educação ambiental foram citados os professores da educação infantil (13%), das séries iniciais (37%), do 6º ao 9º ano (39,1%) e professores do ensino médio (15,2%). A proposta de MCE estava contemplada no Projeto Político Pedagógico (PPP) de 47,4% das escolas, o mesmo percentual de escolas não contemplou esta proposta no PPP cerca de 5% dos diretores não sabiam se a prática da MCE estava contemplada em seus PPPs. Este estudo mostrou que os gestores educacionais acreditam que a prática da MCE é uma tecnologia simples e de fácil manejo para o destino adequado dos resíduos orgânicos da escola, que promove a produção de hortaliças sem agrotóxico, bem como, ressaltam que é essencial a integração dos alunos no processo para a conscientização e comprometimento com a preservação do meio ambiente.

Palavras-chave


Resíduos Orgânicos, Minicompostagem Ecológica, Educação Ambiental, Educação Básica



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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