TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL

Fernanda Orlandini do Nascimento

Resumo


O atual trabalho foi baseado em uma experiência vivenciada na Unidade Educacional Eletivo, do 2º ano do curso de Medicina com período de 24 dias no total de 200 horas, na área de Clínica Médica e Infectologia. Tal trabalho, realizado no Hospital Tereza Ramos (HTR), permitiu obter conhecimentos detalhados sobre a Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida e, principalmente, sobre a evolução no entendimento da doença, possibilitando uma análise mais precisa sobre a terapêutica do HIV e o melhor momento para o seu início. O contato com a área de Infectologia permitiu atingir os objetivos propostos como familiarizar-se com o ambiente hospitalar, desenvolver conhecimento técnico-científico sobre doenças infectocontagiosas; acompanhar a anamnese e o exame físico dos pacientes internados no setor de Clinica Médica e entender a importância da relação médico paciente. Com essas atividades desenvolvidas o conhecimento sobre a fisiopatologia da AIDS e das doenças oportunistas foram de suma importância para o aperfeiçoamento do estudo do tratamento da TARV e das respectivas ações no Eletivo. Em visto disso, o Brasil adota o acesso universal à terapia antirretroviral (TARV) desde 1996. Dez anos depois da implementação dessa política, consideráveis avanços podem ser observados, como: 180 mil pessoas estão em tratamento no país e a taxa de mortalidade de pacientes com a doença caiu 15,6% desde 2003. Devido a isso, esse trabalho apresenta uma breve revisão bibliográfica, a qual foi baseada em 5 artigos entre 2010 e 2015 nas bases SCIELO, BVS e nos sites do Ministério da Saúde utilizando o descritor Tratamento antirretroviral. A TARV pode prolongar a qualidade de vida e a expectativa de vida das pessoas em 7 anos e diminui a progressão da infecção. A classificação atual de drogas para tratamento do HIV varia entre combinadas ou isoladas, sendo inibidores da transcriptase reversa dos nucleosídeos, inibidores da transcriptase reversa dos não nucleosídeos e inibidores da protease, sendo que cada um deles interrompe a replicação viral em um ponto diferente. Os inibidores da transcpriptase reversa impedem a replicação do HIV através da ação sobre a enzima transcriptase reversa, os inibidores da trasncriptase reversa dos não nucleosídeos trabalham ligando-se à enzima transcriptase reversa, impedindo assim a cópia do RNA do vírus em DNA e os inibidores da protease ligam-se à enzima protease e impedem sua ação, isso impossibilita a quebra da cadeia de poliproteína em proteínas individuais, que seriam utilizadas na composição de novos vírus. Como as informações no interior do núcleo não estão adequadamente montadas, os novos vírus liberados no organismo são imaturos e não infecciosos. Por isso, devido a esse trabalho nota-se a importância do estudo do tratamento da TARV devido às dificuldades psicológicas e físicas inerentes de cada pessoa, ao tempo da doença, às questões de gênero e de como cada organismo irá responder àquele tratamento, a escolha da terapêutica usada é substancial para prolongar a qualidade de vida e evitar possíveis doenças oportunistas.

Palavras-chave


Clínica Médica, HIV, TARV, Infectologia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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