NEUROBLASTOMA: UM DIAGNÓSTICO DE EXCLUSÃO.

Eduardo Campagnaro

Resumo


O neuroblastoma é o tumor sólido extra-craniano mais comum na infância e compreende 8 a 10% de todos os cânceres infantis. Dos tumores malignos no âmbito pediátrico, o neuroblastoma é o mais comum(THIELL, 2009). O objetivo deste estudo é apresentar uma breve revisão de literatura sobre a doença incluindo sua apresentação clínica, diagnóstico, estadiamento e conduta. A metodologia utilizada para elaboração do presente trabalho compreende revisão literária da área de pediatria em livros clássicos desta área juntamento com periódicos científicos publicados entre 1998 e 2015, utilizando as palavras-chave Pediatria e Neuroblastoma, constituindo a amostra de oito fontes bibliográficas. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica da qual pude acompanhar, juntamente com a equipe de residência em pediatria, de um caso de neuroblastoma enquanto realizava a prática do internato em saúde materno infantil do 5º ano do curso de medicina da Universidade do Planalto Catarinense realizado entre os meses de julho e agosto de 2015. O neuroblastoma tem sua origem embriológica nas células da crista neural que dão origem a porção medular da adrenal e gânglio simpáticos. Seu locais de surgimento mais comuns são os retroperitoneal, com 75% das ocorrências, seguido da adrenal com 50% das ocorrências e por últimos, os gânglios paravertebrais com 25% com surgimentos(SANTOS, 2010). Estes tumores assumem formas variadas de evolução, podendo ter regressão espontânea, tomar diferenciação em tumores benignos ou tornarem-se extremamente malignos com taxas muitos baixas de sobrevivência dependendo do estadiamento da doença(BRISSE, 2015). A clínica inespecífica dificulta o diagnóstico inicial, a maioria tem dor abdominal ou massa abdominal palpável, dor óssea, dor articular, equimose periorbitária, dispneia, tosse e déficits neurológicos por compressão medular. Um achado inespecífico porém de grande valia quando encontrada no exame físico é a evidência de massa abdominal firme e endurada. Infelizmente quando diagnosticado, 70% dos pacientes já possuem metástases(SANTOS, 2010). Alguns pacientes fazem síndrome paraneoplasica que mimetiza um quadro de feocromocitoma com hipertensão paroxística, palpitações, vermelhidão facial e cefaléia. O quadro inespecífico e variado mostra a necessidade de lançar mão de exames laboratoriais como a dosagem sérica de ácido vanilmandélico e homovanílico que encontram-se elevados em 90%-95% dos pacientes portadores de Neuroblastoma(BRISSE, 2015). O estadiamento do tumor é essencial não só para o tratamento mas também para o prognóstico, sendo o estádio 1 com tumor localizado, confinado a área de origem sem acometimento lifonodal tendo o melhor prognóstico e o estadio 4, apresentando metastase a distância, com prognóstico reservado(SANTOS, 2010). Nem só pelo estadiamento se pode estimar a sobrevida destes pacientes. A idade do diagnóstico, a localização, as quantidade de catecolaminas urinárias, a medida de enolase neuroespecífica, ferritina e DHL também são importantes na avaliação do paciente com Neuroblastoma(BRISSE, 2015). A revisão sobre tal patologia possibilitou o aprofundamento de conhecimentos que envolvem a complexidade da realização de diagnósticos diferenciais na área da oncologia pediátrica.

Palavras-chave


Oncologia, Neuroblastoma, Pediatria



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