MASTITE GRANULOMATOSA IDIOPÁTICA

Maria Eduarda Furlanetto

Resumo


Este trabalho descreve as experiências vivenciadas ao longo do mês de Junho e mês de Julho do ano 2015, durante o período da Unidade Educacional Eletivo em Mastologia, ao acompanhar o orientador especialista. Desenvolvido ao longo de 200 horas, possibilitou a articulação entre teoria e prática. A área escolhida para o Eletivo foi a Mastologia, nos atendimentos realizados no Consórcio Intermunicipal de Saúde da região da Amures, no Centro de Estudo e Assistência à Saúde da Mulher, no Hospital das Clínicas Bermiro Saggioratto, e no pronto atendimento Municipal Tito Bianchini. Um dos diagnósticos realizados de maior destaque foi a mastite lobular granulomatosa, também denominada mastite granulomatosa idiopática (MGI), sendo esta uma rara doença inflamatória da mama, foi eleita para uma breve revisão de literatura. Como as incertezas que norteiam esta doença são muitas, esse trabalho objetivou reunir o conhecimento relatado em artigos científicos publicados entre 2005 a 2015, ressaltar as peculiaridades dessa patologia, o pouco conhecimento existente e as conseqüências desse fato. Para o presente estudo, utilizou-se artigos recentes encontrados em banco de dados como a SciELO, Medscape Medical News, Journal of General Internal Medicine, The Scientific World Journal, e na SBM. De acordo com a SBM (2011), essa patologia foi descrita pela primeira vez por Kessler e Wolloch em 1972, e, a literatura contempla relatos de casos e pequenas séries, sendo a maior contendo 43 casos, publicada em 2010. Há discussão sobre a provável etiologia, a qual é bastante conflitante e vários fatores têm sido implicados, porém não existem evidências científicas para nenhum destes. O mecanismo patogênico proposto é que o dano no epitélio ductal produzido por qualquer um desses fatores etiológicos poderia permitir que secreções extravasassem no tecido conectivo lobular, causando uma reação imune localizada, com migração de linfócitos e macrófagos. Portanto, a alteração patológica primária da MGI é uma reação inflamatória granulomatosa centrada nos lóbulos mamários. Segundo autores, a variabilidade na apresentação clínica e duração dos sintomas refletem a heterogeneidade dessa entidade. Suas características clínicas e de exames complementares podem simular o câncer de mama ou outras patologias granulomatosas de mama e, para que o diagnóstico seja firmado, há necessidade de se descartar essas patologias, sendo então um diagnóstico de exclusão. Estudos recentes descrevem a utilização da ressonância magnética como método complementar de diagnóstico em casos de MGI, porém, estes ainda mantêm-se inespecíficos; portanto, sua utilização baseia-se na avaliação de extensão da doença e no acompanhamento da evolução da lesão. Finalmente, devido ao limitado conhecimento, não há um consenso sobre o manejo terapêutico ideal; todavia, apesar das discussões, a biópsia excisional é o tratamento primário recomendado mesmo propiciando o surgimento de complicações como recorrência. Posteriormente, a terapia com corticóides está indicada pela sua capacidade de diminuir a lesão e a freqüência de recorrência, mostrando-se promissora. Portanto, ressalta-se as poucas certezas existentes acerca desta rara patologia e a necessidade de estudos que visem esclarecer as questões que ainda suscitam dúvidas.

Palavras-chave: Mastologia. Mastite lobular granulomatosa. Rara patologia. Etiologia. Diagnóstico.

Palavras-chave


Mastologia, Mastite lobular granulomatosa, Rara patologia, Etiologia, Diagnóstico



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