O ELETROCARDIOGRAMA NA FIBRILAÇÃO ATRIAL

Bruna Ferraz

Resumo


INTRODUÇÃO: O presente estudo foi realizado através das experiências vivenciadas na clínica Dr. Cardio, como também no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres durante a Unidade Educacional Eletivo. OBJETIVOS: Esta revisão bibliográfica tem como objetivo relacionar a importância do eletrocardiograma e sua interpretação, no diagnóstico precoce da fibrilação atrial. MÉTODO: O método utilizado nesse estudo foi a busca de revisão em base de dados SCIELO, de 2010 à 2015 ,livros clássicos da área de cardiologia e documentos do Ministério Da Saúde. RESULTADOS: De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a fibrilação atrial (FA) é uma arritmia supraventricular em que ocorre uma completa desorganização na atividade elétrica atrial, fazendo com que os átrios percam sua capacidade de contração, não gerando sístole atrial. Essa desorganização elétrica é tamanha que inibe o nó sinusal enquanto a FA persistir. Está presente em 0,4% da população geral e entre 3% e 5% das pessoas acima de 65 anos ( BRASIL, 2011). Além disso, é responsável por aproximadamente 35% das internações hospitalares por arritmia cardíaca (BRASIL,2011). Os sintomas típicos da FA incluem sensação de desconforto precordial, expressados em palpitação, síncope ou lipotimias. Podem estar associados a letargia súbita, intolerância aos exercícios ou mal-estar generalizado(MOREIRA, 2007). Normalmente, durante o episódio de FA, o nó atrioventricular é bombardeado por uma grande quantidade de estímulos elétricos que tentam passar aos ventrículos. Como uma característica elétrica importante do nó atrioventricular é proteger os ventrículos de freqüências atriais muito elevadas, apenas uma determinada quantidade de estímulos elétricos, que normalmente não são capazes de comprometer importantemente a função ventricular, atingirão os ventrículos (HALLAKE, 2004). Esse controle da freqüência cardíaca ventricular se faz de forma irregular, pois, durante a FA, não há um ciclo que determine a chegada regular de estímulos ao nó atrioventricular. O eletrocardiograma (ECG) se torna um exame importante e de diagnóstico precoce para fibrilação atrial. Nele serão apontados a ausência de despolarização atrial, que irá se refletir na substituição das ondas P, características do ritmo sinusal, por um tremor de alta freqüência da linha de base do eletrocardiograma que varia em sua forma e amplitude( SOBRAC, 2012). Esta alteração é associada a uma freqüência ventricular rápida e irregular que só ocorre na presença de nó atrioventricular íntegro, além do concomitante distúrbio cardíaco estrutural e aumento da cavidade atrial. O conhecimento do ECG juntamente com sua correta interpretação, mostrou-se, diante do assunto acima discorrido, como fundamental no diagnóstico precoce da FA. CONCLUSÃO: A realização desse estudo permite ampliar a compreensão sobre o ECG, mensurando a importancia de sua interpretação correta em patologias cardíacas, especificamente na FA. Desta maneira, se garante melhor qualidade no tratamento do paciente.

PALAVRAS-CHAVE: Cardiologia.Eletrocardiograma.Fibrilação Atrial.

Palavras-chave


Cardiologia, Eletrocardiograma, Fibrilação Atrial.



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