FRATURAS DA CABEÇA DO RÁDIO: RELATO DE CASO

Ivan Fiorin

Resumo


INTRODUÇÃO: A fratura da cabeça do rádio está entre as mais frequentes do cotovelo, sendo responsável por até 5% de todas a fraturas e a 33% das fraturas do cotovelo. Entre 15 e 20% acometem crianças, de 80 a 85% incidem em adultos de 20 a 60 anos, com uma média de 30 anos. Essas fraturas são 2 vezes mais frequentes no sexo feminino. A cabeça do rádio é um estabilizador ao stress em valgo. O ligamento colateral medial é o estabilizador primário, juntamente, com o ligamento colateral ulnar e o coronoide, assim, a cabeça do rádio forma um importante complexo de estabilização rotacional posterolateral. OBJETIVO: Relatar caso clinico vivenciado durante o período da Unidade Educacional do Eletivo. CASO CLINICO: F.D.P, paciente feminino, 20 anos, branca, natural de Lages-SC, estudante. QP: dor em cotovelo direito. HDA: Paciente com história de queda da própria altura sobre o cotovelo direito durante passeio de roller. A mesma relatava dor importante em região lateral do cotovelo direito. Ex. Físico: Apresentava limitação de flexão e extensão do cotovelo direito, acompanhado de edema moderado e dor a palpação da cabeça do rádio. Exame neurológico e vascular preservados. Demais sistemas sem alterações. Ex. radiológico: Radiografia de cotovelo direito anteroposterior aparentemente sem alterações e de perfil com deslocamento ósseo da cabeça do rádio. Demais estruturas sem alterações. Tratamento: Redução cirúrgica aberta com fixação interna. Após abordagem de Kocher foi identificado novo fragmento, sendo uma fratura desviada, composta de dois fragmentos, sendo reduzida e fixada com parafusos e placa. DISCUSSÃO: As fraturas da cabeça do rádio normalmente ocorrem após queda com a mão espalmada com o antebraço em pronação, com força axial sendo transmitida através da cabeça do rádio sobre o capitulo. Menos frequentemente o trauma direto contra o cotovelo pode ocasionar esse tipo de fratura. O paciente apresenta dor exacerbada pela rotação do antebraço, com palpação dolorosa sobre a cabeça do rádio, podendo haver crepitação ao nível do cotovelo. Podem haver lesões concomitantes como luxação, lesão ligamentar, e de outras estruturas ósseas, como a tríade terrível do cotovelo com fratura da cabeça do rádio, lesão do ligamento colateral medial e fratura da coronoide, causando grave instabilidade. As radiografias em AP e perfil são, em geral, suficientes para o diagnóstico. A tomografia computadorizada auxilia na avaliação de desvios e da cominuição. As classificações mais utilizadas são a de Mason: I- sem desvio, II-desviada, III- cominutiva, e a de Hotchkiss, a qual orienta o tratamento. O tratamento baseia-se principalmente no deslocamento ósseo e na idade e atividade funcional do paciente, podendo ser conservador para deslocamentos menores que 2mm e cirúrgico para deslocamentos maiores que 2mm, com ressecção da cabeça do rádio, ORIF ou protetização. Em idosos nem sempre o tratamento cirúrgico se torna necessário. CONCLUSÃO: As fraturas da cabeça do rádio são comuns, devendo ser logo reconhecidas e classificadas pelo profissional para orientar a melhor conduta, evitando complicações que podem levar a novas abordagens cirúrgicas posteriormente.

Palavras-chave


Diagnóstico, Tratamento, Fratura



REVISTA UNIPLAC
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