ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO: A IMPORTÂNCIA DO RÁPIDO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.

Guilherme Jordan

Resumo


Este relatório apresenta as atividades relacionadas à prática em Neurologia, que ocorreram no período do eletivo. É caracterizado por atividades previamente estabelecidas o que colaborou para a fixação do conhecimento, que antes eram vistos durante a teoria na universidade, sendo possível o desenvolvimento de normas de conduta clínica no âmbito do médico em seu meio de trabalho imprescindíveis a formação básica. Com uma abordagem integral para a atenção básica, o eletivo permitiu o acompanhamento de vários casos, no entanto houve um esboço bibliográfico, que tem por finalidade uma revisão sobre acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI). A revisão se baseou em artigos de consenso brasileiro sobre a fase aguda da doença e em livros. O acidente vascular encefálico (AVE) é definido como uma perda rápida e não convulsiva da função neurológica devido a um evento vascular, podendo ser tanto hemorrágica quanto isquêmica, cujo os sintomas duram mais de 24 horas ou quando a duração dos sintomas for menor que esse período e haja imagem radiológica compatível com lesão tecidual. Dentre as manifestações clínicas, podemos citar os prejuízos das funções sensitivas, motoras, de equilíbrio e de marcha, além do déficit cognitivo e de linguagem. Entre as alterações motoras, destaca-se a hemiplegia, caracterizada pela perda de força muscular no dimídio contralateral à lesão encefálica. Esses prejuízos resultam em limitação na realização das atividades de vida diária, restrições na participação social e, consequentemente, piora da qualidade de vida. Os sinais de risco para AVE isquêmico são o aparecimento súbito de: Dormência na face, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo. Confusão na comunicação (fala ou entendimento); Distúrbio da visão em um ou nos dois olhos; alteração da marcha, tontura, desmaio, perda de equilíbrio ou coordenação; e/ou dor de cabeça de causa desconhecida. As metas de tempo razoáveis a serem atingidas pelos Centros de Referência de AVE para a inclusão de maior número de pacientes possíveis no tratamento com trombolítico, de acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS) são: da admissão à avaliação médica, 10 minutos; da admissão ao TC de crânio, 25 minutos; da admissão ao TC de crânio (interpretação), 45 minutos; da admissão à infusão do rt-PA, 60 minutos; disponibilidade do neurologista, 15 minutos; disponibilidade do neurocirurgião, 2 horas e da admissão ao leito monitorizado, 3 horas. Conclui-se que a população precisa se atentar e cuidar dos fatores de risco modificáveis que hoje em dia ainda são a melhor maneira de prevenir e reduzir os casos desta doença mesmo com um avanço significativo do setor tecnológico, ficamos sujeitos a atrasos para que se inicie o tratamento corretamente.

Palavras-chave


Medicina, Acidente Vascular Encefálico Isquêmico, Neurologia.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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