UTILIZAÇÃO DE TESTES DE AMPLIFICAÇÃO DE ÁCIDOS NUCLÉICOS HIV/HCV BIO-MANGUINHOS® NA TRIAGEM DE DOADORES DE SANGUE

Luis Felipe Stella Santos, Marli Adelina Souza

Resumo


O presente trabalho refere-se a um relatório de experiência propciada pela Unidade Educacional Eletivo, presente na matriz curricular do programa pedagógico do curso de Medicina da Universidade do Planalto Catarinense – UNIPLAC. A transfusão de sangue é um procedimento terapêutico essencial aos cuidados de saúde, que salva milhões de vidas todos os anos, entretanto é um procedimento que possui riscos inerentes a sensibilidade dos testes que são realizados na triagem sorológica dos doadores. Devido ao período da janela imunológica, que é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos contra estes no sangue, não há total segurança transfusional. Ao lado das incontestáveis qualidades terapêuticas do sangue, mesmo com toda a evolução da tecnologia, aliada ao controle regulamentado pela legislação, ainda é possível haver a transmissão de infecções virais, tais como o Vírus causador da hepatite C (HCV) e o vírus causador da imunodeficiência (HIV) com a transfusão de hemocomponentes. Para reduzir o tempo de janela imunológica e, desta forma, aumentar a segurança transfusional, novas tecnologias, que detectam os agentes virais antes do surgimento dos anticorpos estão sendo adotadas. Dentre elas, os testes de amplificação de ácidos nucléicos (NAT), que detectam os ácidos nucléicos dos agentes infecciosos utilizando técnicas de biologia molecular e foram introduzidas no final da década de 1990. Em nosso país essa tecnologia foi implantada muito recentemente, sendo produção totalmente nacional por Bio-Manguinhos®, uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) - Ministério da Saúde (MS), tendo o HEMOSC como um dos 5 hemocentros pilotos no seu processo de experiência e teste. Na infecção pelo vírus HIV, os testes de detecção de seus anticorpos começam a ser reagentes após o 15º ao 19º dia a partir do contágio. Com o NAT, a detecção do RNA viral passa a ser possível já a partir do final do quinto dia. O ganho é mais expressivo no que tange a redução do espaço de janela diagnóstica para o vírus HCV, pois passa de 65 dias para 10 dias após a infecção. Devido ao fato de a tecnologia ser muito nova, há poucos estudos a seu respeito, porém sabe-se de sua eficácia mediante os resultados encontrados que aumentaram a segurança transfusional.

Palavras-chave


NAT, HIV, HCV, Transfusão sanguínea, Segurança transfusional



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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