ESPLENECTOMIA PROFILÁTICA, SUAS COMPLICAÇÕES, RISCOS E BENEFÍCIOS EM PACIENTES PORTADORES DE ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA

João Miranda Junior

Resumo


O objetivo deste estudo é uma pesquisa de revisão sobre esplenectomias terapêuticas em casos de esferocitose hereditária, cuja motivação advém da observação deste procedimento durante a Unidade Educacional Eletivo para a graduação em Medicina. A Esferocitose Hereditária (E.H.) é a causa mais comum de anemia em caucasianos. A doença é caracterizada por uma anemia hemolítica variável cuja base patológica está relacionada à ausência ou deficiência de proteínas componentes da membrana celular do eritrócito por fatores genéticos que resultam na deficiência completa ou na produção estruturalmente incorreta destes elementos. Em casos de anemia moderada a grave uma alternativa terapêutica é a realização de esplenectomia visando garantir que estes eritrócitos de formato esférico não sejam destruídos pelo baço, melhorando os índices eritrocitários e conferindo melhor estado geral ao paciente. Contudo esta cirurgia pode ser amplamente invasiva, inclusive não são raras as técnicas em que a colecistectomia é concomitante e os riscos pós-operatórios são relevantes e em alguns casos evoluem para o óbito. O objetivo principal desta pesquisa é reunir dados referentes as principais discussões acerca da patologia, seus riscos, melhor técnica a ser empregada nestes pacientes e opções para aperfeiçoar tanto o procedimento quanto a aumentar sobrevida do paciente. Foram avaliados 15 artigos publicados em duas bases de dados da área médica com grande concentração de publicações na última década, nos continentes Americano e Europeu, (Scielo e PubMED), com os termos esplenectomia profilática e esferocitose hereditária e splenectomy prophylaxis, spherocytosis splenectomy, prophylactic splenectomy respectivamente. A divisão destas publicações em grandes grupos e sua proporcionalidade podem ser estabelecidas em publicações acerca de técnicas cirúrgicas 40%, aspectos clínicos da esferocitose 20%, prevenção de desfechos imunes adversos pós esplenectomia 20%, relatos de esplenectomias e suas complicações 13,33%, questionamento sobre a necessidade da concomitância da colecistectomia e esplenectomia 6,67%. Pode-se observar que as publicações em nível internacional acerca da esferocitose hereditária correlacionadas a esplenectomia profilática abordam diversas questões fundamentais com vistas a oferecer ao paciente uma melhor qualidade e expectativa de vida através da produção de evidências científicas sólidas aos profissionais que o assistirão. Publicações com os indexadores buscados nesta revisão concentraram-se em artigos descritos na língua inglesa com predomínio no continente europeu. Infelizmente publicações brasileiras sobre o tema ainda são escassas e isto indica a necessidade em realizarem-se estudos nacionais com vista a observar se os resultados obtidos em outras populações são semelhantes e podem ser aplicados aos povos latino-americanos. Outro fator que pode justificar a razão pela qual os estudos são predominantemente Norte Americanos e Europeus, além da alta produção científica dos países destas regiões é o fato da doença apresentar maior incidência em caucasianos o que motiva estas populações a buscarem alternativas terapêuticas e novas metodologias para assistir as suas comunidades.

Palavras-chave


Esferocitose Hereditária, Esplenectomia, Pediatria, Procedimentos Cirúrgicos Profiláticos



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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