EMERGÊNCIA: ATENDIMENTO INICIAL DO DOENTE POLITRAUMATIZADO

Henrique Zomer

Resumo


INTRODUÇÃO: Atender pacientes em situações de emergência requer calma, conhecimento, treinamento e experiência. De posse destas qualidades, o médico desenvolve o que talvez seja a mais importante habilidade nestas situações: reconhecer prioridades. Nesses minutos, identificar um paciente potencialmente grave, colher uma história direcionada e fazer um exame físico mínimo, são decisivos para se obter um diagnóstico correto e uma evolução favorável do caso. OBJETIVOS: O objetivo deste trabalho é apresentar de forma sucinta uma breve revisão sobre a importância de como desenvolver um atendimento inicial intra-hospitalar ao paciente politraumatizado. METODOLOGIA: O trabalho foi desenvolvido por meio de informações coletadas em livros, tratados de emergência e experiência adquirida durante a prática no ambiente de trabalho do médico plantonista. RESULTADOS: Com a percepção de que lesões traumáticas matam numa sequência temporal previsível (a obstrução de vias aéreas leva ao óbito mais rapidamente que os problemas de respiração, que por sua vez, são mais rápidos que a hemorragia, a qual antecede os problemas neurológicos), definiu-se o ABCDE: Airway; Breathing; Circulation; Disability; Exposure/Environmental control. De forma mnemônica, trata-se da sequência de avaliação e intervenção observadas no atendimento do doente traumatizado. Exame primário (ABCDE), consiste na avaliação rápida e no tratamento do doente, segundo prioridades, baseadas no mecanismo do trauma, nos sinais vitais e nas lesões. Durante o exame primário, avaliação e reanimação são simultâneas, isto é, à medida que vão sendo identificadas (avaliação), as lesões com risco de morte são corrigidas (reanimação). Todos os passos devem ser seguidos, otimizando assim o atendimento à vítima. CONCLUSÃO: Este estudo visa mostrar o quão fundamental deve ser a rápida conduta do médico plantonista em uma situação de emergência. Fundamental que o atendente seja capaz de avaliar rapidamente e de forma correta a condição do paciente, fazer a reanimação e a estabilização baseadas em prioridades, determinar a necessidade de transferir o doente e providenciar a transferência de forma segura e sem perda de tempo. Garantir que, em cada momento até o tratamento definitivo, os cuidados prestados ao doente sejam os melhores possíveis. BIBLIOGRAFIA •American College of Surgeons Committee on Trauma. ATLS, Advanced Trauma Live Support. Program for doctors. 9.ed. Chicago: American College Of Surgeons;2014.

Palavras-chave


Emergência, Politrauma, Intervenção.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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