SÍNDROME CORONARIANA AGUDA SEM SUPRADESNIVELAMENTO DE ST

Carla Letícia Rigo Grzybowski

Resumo


Este trabalho apresenta aspectos relacionados a síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST), analisando suas características particulares e avaliando sua importância devido ao grande número de suspeitas de casos acompanhadas durante o eletivo no Pronto Atendimento Tito Bianchini. O objetivo é apresentar definição, fisiopatologia, fatores de risco, apresentação clínica, critérios diagnósticos e conduta. A metodologia utilizada foi pesquisa em livros e artigos de urgência e emergência e de cardiologia. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica na área de Emergência durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante os meses de julho e agosto de 2015. As doenças cardiovasculares são as maiores causas de morte no Brasil, fato comprovado pelos registros do DATASUS de 2008, que mostram 95 mil óbitos por doenças isquêmicas do coração em um universo de 1.077 milhão de mortes no país (MARIN-NETO JA, 2012). As síndromes coronarianas aguda (SCA) compreendem uma variedade de estados isquêmicos que englobam angina instável (AI), infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST e o infarto do miocárdio com supradesvinelamento do segmento ST (IAMCSST). AI e IAMSSST são síndromes usualmente causadas por doenças ateroscleróticas das artérias coronárias, associada ao aumento do risco de morte cardíaca (STEFANINI, 2009). A fisiopatologia do IAMSSST pode ser por rotura ou erosão da placa aterosclerótica, formando trombo oclusivo; espasmo coronariano; estreitamento progressivo sem espasmo ou trombo ou ainda secundária a anemia, hipertireoidismo, estenose aórtica, febre, taquicardia, hipotensão e hipoxemia (STEFANINI, 2009). O IAMSSST usualmente apresenta-se como uma dor ou desconforto torácico ou alterações eletrocardiográficas compatíveis, mais elevação dos marcadores de necrose do miocárdio (NOBRE, 2005). Na clínica, é essencial uma boa anamnese para diagnóstico e estratificação das SCA. A dor típica caracteriza-se como aperto, opressão, com irradiação para membros superiores, mandíbula ou epigastro, acompanhada de sudorese, dispneia, náusea e vômitos. O local mais comum do desconforto é retroesternal de localização difusa; a dor localizada e reproduzida à movimentação ou palpação geralmente exclui causa cardíaca (HIGA, et al, 2008). Os principais fatores de risco para coronariopatia aterosclerótica são idade (maior que 75 anos), dislipidemias, sexo masculino, hipertensão arterial, hipertrofia ventricular esquerda, história de doença arterial coronariana precoce na família, tabagismo, diabetes melito ou resistência insulínica, obesidade, sedentarismo e doença vascular periférica (NOBRE, 2005). O atendimento inicial inclui: obtenção dos sinais vitais, oxigênio por cateter ou máscara, obtenção de acesso venoso, monitoração do ritmo cardíaco e saturação de oxigênio não invasiva, administração de ácido acetilsalicílico via oral, nitrato sublingual (salvo contraindicações), ECG e administração endovenosa de morfina caso a dor seja muito intensa e não melhore com nitrato (STEFANINI, 2009). Os pacientes com SCASSST devem permanecer em repouso em decúbito horizontal e ser submetido a monitoração com ECG contínuo. O tratamento deve ser realizado com terapia anti-isquêmica, antiplaquetária e anticoagulante (TAKADA, 2012). A revisão sobre este assunto possibilitou compreender os aspectos de uma das principais síndromes emergenciais em prontos socorros e hospitais.

Palavras-chave


Emergências, Síndorme Coronariana Aguda, Medicina Clínica



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