REVISÃO DE LITERATURA SOBRE SÍNDROME DE CUSHING

Priscila Treviso Bresolin

Resumo


Introdução: A Síndrome de Cushing é um termo utilizado para descrever todas as causas de aumento de cortisol, enquanto o termo Doença de Cushing é usado para se referir apenas aos casos de síndrome de Cushing de origem hipofisária. A Síndrome de Cushing compreende um grupo de sinais e sintomas causados pela exposição prolongada e inadequada dos tecidos aos glicocorticoides. Objetivos: Apresentar por meio de uma revisão bibliográfica a definição, critérios para diagnóstico, manifestações clínicas, achados laboratoriais e conduta atualizada sobre a Síndrome de Cushing, por este ter sido um caso clínico que surgiu durante a realização da Unidade Educacional Eletivo e despertou meu interesse. Métodos: A metodologia que foi usada neste trabalho é a revisão de literatura através de dois livros de clínica médica e cinco artigos científicos publicados na Scielo sobre Síndrome de Cushing. Conclusão: A Síndrome de Cushing pode ser dividida em dois grupos conforme sua etiologia: ACHT-dependente e ACTH-independente. No primeiro grupo a causa mais comum é a Doença de Cushing, que é causada por um adenoma hipofisário produtor de ACTH, enquanto no segundo grupo encontra-se como causa a síndrome de Cushing exógena ou iatrogênica, que é considerada a causa mais comum de Síndrome de Cushing devido ao vasto uso de glicorticóides sintéticos pela população. A Doença de Cushing, principalmente em fases iniciais pode não se manifestar com características clássicas do hipercostisolismo, além disso, os sinais e sintomas podem ser inespecíficos no inicio do quadro. Algumas características devem chamar atenção sempre que presentes, principalmente em pacientes com diabetes ou obesidade, tais como fraqueza muscular proximal, atrofia cutânea, fragilidade capilar, estrias violáceas, fácies arredondada e pletórica, acumulo central de gordura, principalmente em fossa supraclavicular e região cervical posterior acne, hirsutismo e pele atrófica. Quando há suspeita clínica de Síndrome de Cushing, devemos caracterizar a presença ou não do estado de hipercortisolismo – diagnóstico sindrômico, e caso a suspeita seja confirmada, inicia-se a investigação do diagnóstico etiológico. O hipercortisolismo pode ser avaliado através de exames laboratoriais como o exame de urina de 24 horas e pelo teste de 1mg de dexametasona overnight. A medida do cortisol livre em urina de 24 horas constitui método simples de avaliação da produção de cortisol, porém, há muitos casos de coleta inadequada de urina e para a variabilidade da secreção do cortisol de um dia para o outro, recomenda-se a dosagem concomitante da creatinina urinária e a análise de pelo menos três coletas de urina de 24 horas. Após a confirmação da SC, devemos estabelecer sua etiologia no sentido de instituir o tratamento adequado.

Palavras-chave


Síndrome de Cushing, Doença de Cushing, Endocrinologia



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ISSN 2447-2107
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