REVISÃO DE LITERATURA SOBRE A FISIOPATOLOGIA DA SEPSE E CHOQUE SÉPTICO

Maria Fernanda Carvalho Stegg da Silva

Resumo


O presente estudo foi realizado durante a Unidade Educacional Eletivo do Curso de Medicina, durante o mês de julho e agosto de 2015, na área de Emergência, Clínica Médica (geriatria),acompanhando os atendimentos às pessoas em situação de emergência e de clínica geral, na UPA de Campo Comprido e Clinipam Cabral, Curitiba(PR). O objetivo do trabalho é apresentar dados da literatura sobre a importância da sepse, choque séptico e sua breve fisiopatologia e possíveis complicações. Optou-se, após análise de pacientes atendidos durante o eletivo, por considerar de vital importância o estudo da sepse, uma vez que as referências bibliográficas tratam com bastante propriedade e detalhamento a importância dessa doença. Para elaboração dessa revisão foram realizadas pesquisas de livros técnicos de Medicina voltados para área de emergência e clínica médica e artigos científicos utilizando as palavras-chave - sepse, choque séptico e sepse grave e emergência totalizando nove fontes bibliográficas. Sepse por definição é uma infecção grave sistematizada, causada por diversos patógenos dentre os principais estão as bactérias. O termo sepse é erroneamente confundido com síndrome da resposta inflamatória sistêmica-SIRS. Essa última definição pode ou não ter uma etiologia infecciosa. São adotados alguns critérios para esse termo: febre ou hipotermia, leucocitose ou leucopenia, taquipneia e taquicardia. As condições necessárias para se ter a SIRS, devem estar fundamentadas em dois pilares dos que já foram citados e os valores devem ser coincidentes: temperatura corporal acima de 38°C ou abaixo de 36°C; taquipneia com mais de 24 incursões respiratórias por minuto; taquicardia com uma frequência cardíaca acima de 90 batimentos por minuto; leucocitose acima de 12.000/µL; leucopenia com menos de 4.000/µL (ou mais que 10% de bastões).É importante ressaltar que a manifestação microbiana na corrente sanguínea já não é essencial, visto que inflamações locais podem causar a disfunção nos órgãos. Os fatores de risco são de grande valia ao se investigar a sepse: extremos de idade, diminuição dos mecanismos de defesa (leucemias, tratamentos com corticoides e terapias imunossupressoras), doenças primárias - cirrose hepática, insuficiência renal, queimaduras, cirurgias de grande porte, uso errôneo de antibióticos e hospitalização prolongada. Dada a importância da sepse, choque séptico, sua breve fisiopatologia e possíveis complicações, é essencial uma boa avaliação do paciente. Conclui-se, pelas bibliografias consultadas que a única forma para evitar a mortalidade por sepse, é um diagnóstico rápido e preciso.



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ISSN 2447-2107
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