TRAUMA NA POPULAÇÃO GERIÁTRICA

Lucas Werner Barp

Resumo


Trauma Geriátrico considera o atendimento imediato às necessidades do idoso desde o pré-hospitalar até o manejo na internação pós-operatória, valorizando a peculiaridade deste grupo etário. (HIRANO, FRAGA, MANTOVANI, 2007). Faz-se a busca pela eficiência e rapidez no atendimento, haja vista as peculiaridades que esta parcela de pacientes exige conforme seu estado fisiológico. Fato que, deve-se tomar muita atenção, pois a real patologia pode ser mascarada por uma patologia pré-existente ao momento do trauma, e esta por sua vez, mimetizar um detalhe importante que assegure a sobrevivência do paciente. (PEREIRA, SCHNEIDER, SCHWANKE, 2009). A adoção de índices de análise de sinais vitais mostram um rumo para onde o manejo clínico emergencial deve seguir, onde são analisados dados fisiológicos e bioquímicos do politraumatizado, para que da melhor maneira possa se definir uma boa evolução e a possível exclusão de maneiras mais invasivas de recuperação. A presente revisão bibliográfica busca aprofundar conhecimentos sobre Trauma na População Geriátrica, com base nas atividades práticas realizadas em campo médico, junto aos profissionais e suas respectivas equipes, nas áreas médicas de Clínica Médica, Geriatria, Urgência e Emergência Clínicas. Este trabalho fora originado em atividades acadêmicas, com fundamentação na pesquisa em artigos, diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, periódicos e livros datados desde o ano 2000. O uso de métodos diferenciados para o atendimento emergencial ao idoso com trauma ou choque clínico se baseia em estudos do órgão EAST (Eastern Association for the Surgery of Trauma), que formulou recomendações visando o auxílio aos profissionais da saúde que atendem tais quadros, e a obtenção de melhores prognósticos. Para tal análise são comparados diversos parâmetros do estado atual do idoso e sua correlação com a idade. Com isso obtém-se diversas porcentagens nos diferentes índices existentes, que direcionam ao modo de atendimento, se faz-se necessário medidas imediatas ou conservadoras, invasivas ou observacionais, e tratamentos agressivos ou estabilizantes. Após a obtenção de dados com os estudos, observou-se que as características de alguns tipos de trauma (choques, insuficiências respiratória ou cardíaca, lesões graves e complicações infecciosas) podem comprometer o estado e a evolução do paciente idoso, diferentemente dos outros grupos etários atendidos. Para tal situação geriátrica, o uso de monitoração hemodinâmica invasiva precoce, e o reconhecimento de dados fisiológicos e bioquímicos, podem melhorar a sobrevida. (FIGUEIREDO, 2003). São recentes os olhares médicos à última faixa etária humana, já que o estabelecimento da Geriatria há pouco tempo completou seu centenário. Tão mais recentes são as preocupações em estabelecer um atendimento diferenciado ao idoso politraumatizado, já que sua fisiologia se diferencia muito de outros grupos de pacientes. Pela percepção da relação entre idade, patologias prévias e estado fisiológico atual, pode-se atualmente diferenciar o manejo do paciente idoso atendido por trauma, melhorando seu prognóstico e antecipando sua recuperação e diminuição da morbidade e mortalidade.

Palavras-chave


Clínica Médica, Geriatria, Urgência Clínica, Emergência Clínica



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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