DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL PARA O INFARTO

Marcelo Vitola Dreckmann

Resumo


O presente trabalho é uma revisão de literatura sobre o diagnóstico do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica na área de Cardiologia durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, durante o mês de julho/agosto/2015. O objetivo é descrever brevemente diferentes aspectos do diagnóstico do IAM. A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros clássicos de clínica médica e cardiologia e periódicos científicos da área de cardiologia, encontrados na base de dados SCIELO, constituindo a amostra de 4 fontes bibliográficas. No Brasil, nos últimos anos, as doenças crônicas não transmissíveis vêm representando 69% dos gastos hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo as doenças cardiovasculares responsáveis por alta frequência de internações. No ano de 2007, ocorreram 1.155.489 internações por doenças cardiovasculares, com custo global de R$ 1.466.421.385,12 e um total de 91.182 óbitos (Ribeiro et al.). A doença arterial coronária (DAC) é caracterizada pela presença de placas ateroscleróticas nos vasos da circulação arterial do coração. Há duas formas clínicas principais de manifestações da DAC, a forma estável, que desencadea sintomas anginosos a esforços regulares e a forma instável, que está relacionada a manifestações clínicas que surgem a mínimos esforços ou em repouso. As formas instáveis da DAC são conhecidas como síndromes coronárianas agudas (SCA). As SCA são o resultado de um processo agudo de instabilização da placa aterosclerótica com a formação de um trombo intracoronário que promove agravamento súbito da obstrução. A presença de um trombo parcialmente oclusivo com fluxo sanguíneo residual ou oclusão transitória da luz vascular está associada a formas brandas como angina instável e o infarto sem supradesnível do segmento ST (IMSST). Em condições extremas de oclusão total da luz arterial temos o infarto com supradesnível do segmento ST (IMST). As SCA 90% são desencadeadas a partir da instabilização de uma placa aterosclerótica com trombose oclusiva. Entre as causas mais comuns de insuficiência coronária aguda não-aterosclerótica está o espasmo coronário (MARTINS, Milton de Arruda, 2009). As manifestações clássicas da isquemia é a angina, descrita, em geral, como peso ou aperto no tórax, sensação de “queimação” ou dificuldade para respirar. Com freqüência associa-se à irradiação para ombro esquerdo, pescoço ou braço. Na maioria das vezes aumenta em intensidade durante poucos minutos. A dor pode começar por esforço ou estresse (ZIPES, Douglas P., 2010). Após avaliação e o tratamento iniciais, a atenção deve ser voltada para o diagnóstico eletrocardiográfico, pois é a partir dele que deve ser direcionada a conduta específica para cada paciente. É conveniente lembrar que um número expressivo de pacientes o eletrocardiograma pouco ajuda, o que faz a caracterização clínica da dor seja o elemento diagnóstico principal (TIMERMAN, Ari, 2000). A revisão sobre o IAM possibilitou o entendimento de como é comum sua manifestação e os melhores métodos para diagnóstico, o que será importante para diminuir os riscos de complicações.

Palavras-chave


Infarto agudo do miocárdio, Síndrome coronariana aguda, Angina



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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