MORTALIDADE NEONATAL NA PERSPECTIVA ECOSSISTÊMICA

Tiago Nogueira, Ana Letícia Stahling, Juliana Cristina Lessmann Reckziegel, Bruna Fernanda Silva

Resumo


A mortalidade infantil é um determinante que reflete vários aspectos relacionados às condições de vida de uma população, bem como a eficácia dos serviços de saúde a que esta tem acesso. A preocupação com a mortalidade infantil relaciona-se com diversos fatores, pois além de ser um imprescindível indicador de saúde pública internacional, ele interfere significativamente em vários aspectos ligados a qualidade de vida da população. No Brasil, nos últimos 20 anos, observou-se melhorias nos resultados de saúde, com reduções nos indicadores de mortalidade infantil e aumento na expectativa de vida. Por outro lado, a região serrana de Santa Catarina se destaca por não acompanhar tal redução, conforme mostram os dados do Sistema de Informação de Mortalidade em 2012, que apresenta taxas de mortalidade infantil elevadas, se comparadas com as demais regiões do estado. Portanto, esse estudo tem por objetivo avaliar a mortalidade neonatal na perspectiva ecossistêmica em municípios da região Serrana Catarinense, classificando as causas da mortalidade em evitáveis e não-evitáveis. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIPLAC e as informações estão sendo obtidos nas Fichas de Investigação de Óbito Infantil e Fetal e Declarações de Óbitos fornecidas pelo Comitê Regional de Prevenção dos Óbitos Materno, Infantil e Fetal da Serra Catarinense, com dados de prontuários sobre a mãe e o bebê. A análise consiste em apontar e entender as causas dos óbitos, o acesso às assistências médicas bem como dados epidemiológicos sobre o binômio mãe-filho. Até o momento, foram analisados XX casos, e destes, a qualidade do pré-natal, características socioeconômicas da população e interferências biológicas foram os principais determinantes da mortalidade neonatal na região estudada. Dos 8 casos investigados, apenas 2 casos foram causas não-evitáveis, pois, os bebês nasceram com má formação congênita incompatível com a vida, o que nos leva a refletir sobre o que deve ser melhorado e implantado em políticas de saúde.

Palavras-chave


Mortalidade Neonatal, Prematuridade, Fatores de Risco



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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