MEDICINA INTEGRATIVA: UM NOVO CONCEITO DE CURA E SAÚDE

Camila Capelin

Resumo


INTRODUÇÃO: O presente trabalho tem por finalidade apresentar o estudo realizado durante a Unidade Educacional Eletivo, ocorrido entre os meses de julho e agosto de 2015 no Hospital Tereza Ramos, na Clínica Le Santé e no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. Durante esse período, acompanhou-se a prática médica em onco hematologia visando ao conhecimento das experiências clínicas mais comuns nesta área. OBJETIVO: Breve revisão de literatura sobre o tema medicina integrativa e sua prática, analisando sua contribuição para a evolução do processo de recuperação do bem estar físico e mental do paciente com câncer. MÉTODO: Pesquisa em site de instituição hospitalar e educacional, em revistas de comunicação médica, em trabalhos científicos, em artigos científicos e em livro de especialista com o tema “medicina integrativa” e “ práticas integrativas e complementares”. RESULTADOS: Uma nova abordagem, chamada de medicina integrativa, tem conquistado espaço em instituições de pesquisa, hospitais, unidades de saúde e consultórios médicos ao se propor uma mudança de paradigma no tratamento médico: a doença não é mais o principal foco de atenção, mas o paciente “inteiro”. A medicina integrativa enfatiza a necessidade de acolher a pessoa como um todo: incluindo corpo, mente e espírito. Essa abordagem realça que não é somente o médico quem fornece a cura, destacando também a participação ativa do paciente – por meio de medidas simples tais como a prática de exercícios físicos, a adoção de uma dieta adequada, a gestão do estresse, entre outras atitudes – para a maximização de sua saúde. A medicina integrativa está ganhando maior aceitação nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental. É uma abordagem que valoriza os avanços da medicina moderna, mas ao mesmo tempo respeita a longa história da medicina complementar e dos sistemas médicos orientais. O novo modelo une o que há de melhor em ambas, sempre com base em evidências científicas. Ela realça também a primazia do relacionamento entre paciente e decisão. Não é apenas o especialista quem decide, esse é um processo que combina a opinião da equipe de médicos, do paciente e de sua família. (Medicina Integrativa – a cura pelo equilíbrio.) No Brasil, em maio de 2006 uma portaria do Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PIC), normatizando a oferta de tratamentos complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela norma, acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia passaram a ser oferecidos. Dados do governo federal indicam que o SUS realiza, em média, 385 mil procedimentos de acupuntura e mais de 300 mil de homeopatia por ano. A oferta desses serviços está disponível em cerca de 1.2 mil municípios brasileiros. Este trabalho, juntamente com a experiência prática da Unidade Educacional do Eletivo, permitiu identificar os benefícios ao paciente e ao seu processo de cura quando se une o conhecimento científico do profissional médico, os tratamentos convencionais (quimioterapia, radioterapia), a sensibilidade e a crença na participação do indivíduo tratado no processo de cura.

Palavras-chave


Medicina Integrativa, Clínica médica, Oncologia.



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ISSN 2447-2107
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