DENGUE

Vanessa Freitas Bratti

Resumo


Esta revisão bibliográfica reúne informações sobre Dengue, analisando suas características particulares e avaliando sua importância devido aos surtos epidêmicos no Brasil. O objetivo é apresentar definição, epidemiologia, patologia, patogenia, manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e prevenção. A metodologia utilizada na revisão foi pesquisa em livros de clínica médica e periódicos científicos onde utilizou-se como palavra-chave: Infecção pelo Vírus da Dengue, constituindo a amostra de oito fontes bibliográficas. O estudo foi originado a partir de uma experiência acadêmica na área de Clínica Médica durante a Unidade Educacional Eletivo do curso de medicina, realizado no Hospital Sírio Libanês durante o mês de maio/2015. A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Nas Américas o único transmissor desse vírus com importância epidemiológica é o Aedes aegypti. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre um período de incubação e a fêmea mantém o vírus na saliva. Depois desse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. As características clínicas e epidemiológicas peculiares da dengue no Brasil têm despertado o interesse de pesquisadores e organismos nacionais e internacionais de saúde pública, pois, em termos de número de casos, representa a segunda mais importante doença transmitida por vetor no mundo. A infecção viral causada pelos quatro sorotipos do vírus dengue foi definida de duas formas: a clássica ou febre hemorrágica da dengue. Atualmente não utiliza-se mais o termo dengue hemorrágica. Utiliza-se a classificação A, B, C e D, conforme a gravidade do estado de saúde do paciente. Porque a hemorragia é uma das possíveis manifestações da dengue grave, mas não é a única e nem a mais frequente. Cerca de 80% dos casos de dengue são assintomáticos. Podem ocorrer manifestações clínicas como, febre, cefaleia, mialgia, artralgia, náuseas, vômitos, petéquias, hematúria, sangramento gastrointestinal. Na forma grave o paciente pode evoluir com instabilidade hemodinâmica e/ou choque. O diagnóstico laboratorial das infecções pelo vírus da dengue faz-se pelo isolamento do agente ou pelo emprego de métodos sorológicos demonstrando a presença de anticorpos séricos. Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos. O paciente deve ser orientado a permanecer em repouso e iniciar hidratação oral. Na presença de sinais de choque o paciente deve ser internado imediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e da acidose. Por não se dispor de vacina, a prevenção primária do dengue só pode realmente ser efetivada nas áreas sob risco com ações de combate ao Aedes aegypti para eliminação do vetor de transmissão. A partir dos casos acompanhados durante a experiência acadêmica e da revisão realizada pode-se afirmar que a Dengue constitui atualmente um dos problemas de saúde pública pela sua elevada frequência e pelo seu potencial fatal.

Palavras-chave


Medicina clínica; Dengue; Infecção pelo vírus da Dengue.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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