PARIR E CONHECER: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE MULHERES SOBRE O ATENDIMENTO DA ENFERMAGEM

Mariane Andrade Muniz, Bruna Rafael Mota, Tatiane Muniz Barbosa

Resumo


O parto é um momento único na vida da mulher, que envolve aspectos fisiológicos, psicológicos e sociais. A humanização na assistência ao parto promove a saúde e proporciona para a parturiente e sua família suporte emocional, fortalecendo o vínculo entre os familiares e entre mãe-bebê. Diante deste cenário, a presente pesquisa buscou investigar a representação social de mulheres, em puerpério tardio, sobre o atendimento prestado por profissionais de Enfermagem durante o parto normal. Desta forma, a relevância do estudo se faz na medida em que essa pesquisa pode contribuir para que a comunidade acadêmica tenha acesso a mais estudos nesta área e sinta-se instigada a realizar mais buscas sobre o tema, uma vez que esta temática é atual e visa à melhoria na qualidade de vida dos usuários/pacientes dos serviços de saúde. Esta pesquisa de cunho qualitativo, que teve o projeto apreciado e aprovado pelo CEP/UNIPLAC, conforme Parecer nº 794.938 de 16/09/2014, utilizou como método de coleta de dados entrevistas semiestruturadas. As entrevistas foram realizadas, após aplicação do TCLE, com mulheres maiores de 18 anos, que vivenciaram parto normal e estão em puerpério tardio (11º ao 45º dia após o parto), adscritas em duas Unidades de Saúde da Família (USF) de Lages/SC. A análise dos dados, por meio de análise temática, indica que, na maioria dos casos, a profissional responsável pelo parto é a enfermeira obstetra e que houve o contato mãe-bebê imediatamente após o parto, bem como a presença de um acompanhante no momento do parto; aspectos esses que parecem repercutir de modo saudável na vida de mãe e bebê. As mulheres também afirmaram que os profissionais que as assistiram durante a vivência do parto não passaram informações referentes ao tipo de parto (normal ou cesárea). Entretanto, as mulheres relataram que receberam informações sobre o período do pós-parto como: importância da amamentação, cuidados com o bebê e cuidados com os pontos realizados. De modo geral, as mulheres em puerpério consideram que os profissionais de Enfermagem foram atenciosos durante o processo de vivência do parto, porém, observaram sentir a falta de um médico no momento do parto, descrevendo essa situação com o sentimento de insegurança. Contudo, vale salientar que em alguns momentos as práticas ainda parecem “fugir” dos princípios do atendimento humanizado, como a “falha” na comunicação entre profissionais e usuários, a “falta” de cuidado no manejo de um aparelho teste e o uso das práticas da episotomia e amniotomia. Desta forma, a presente pesquisa demonstra vivências positivas das mulheres no momento de seus partos, tendo em vista que consideram o atendimento da Enfermagem humanizado, levando em consideração que as profissionais foram atenciosas e se colocaram a disposição para ajudar no que fosse necessário.

Palavras-chave


Parto, Assistência, Profissionais de Enfermagem.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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